
Uma reportagem da revista alemã Stern colocou em destaque a presença de integrantes da família do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na política brasileira. A publicação compara o grupo a outras famílias políticas e chama atenção para o número de candidatos ligados ao sobrenome Bolsonaro nas eleições de 2026.
Segundo os dados apresentados pela reportagem, 18 candidatos utilizam Bolsonaro no nome eleitoral neste pleito. Oito deles teriam parentesco com o ex-presidente, enquanto outros dez adotaram o sobrenome sem fazer parte da família.
Entre os familiares que disputam cargos estão Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, candidatos ao Senado, Jair Renan Bolsonaro, que concorre à Câmara dos Deputados, e Renato Bolsonaro, irmão do ex-presidente e também candidato a deputado federal.
A revista interpreta o uso do sobrenome por candidatos sem parentesco como uma tentativa de associação à marca política construída pelo ex-presidente. A análise também compara a presença da família na política com dinastias como os Trump, nos Estados Unidos, os Bush e os Le Pen, na França.
Reportagem aborda trajetória e processos judiciais
A candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro recebe atenção especial na publicação, que o apresenta como sucessor político do pai e analisa sua trajetória ao lado da de outros nomes da direita internacional. Essas comparações e avaliações refletem a interpretação editorial da revista.
A reportagem também menciona processos judiciais envolvendo integrantes da família. Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado e atualmente cumpre a pena em prisão domiciliar. A defesa tenta revisar a condenação no STF.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, perdeu o mandato de deputado federal por ausência em sessões da Câmara e permanece nos Estados Unidos. Em 2026, ele também foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo, decisão contra a qual apresentou recurso posteriormente rejeitado pela Primeira Turma.
Ao abordar investigações, suspeitas e acusações envolvendo outros integrantes da família, a publicação apresenta esses episódios separadamente de condenações judiciais, sem que a existência de uma investigação, por si só, signifique comprovação de crime.
Com informações de Metrópoles







