Um prédio é isolado em Nova York em 7 de julho após colunas entortarem • Gloria Pazmino/CNN via CNN Newsource

Um prédio em construção mobilizou equipes de emergência nesta terça-feira (7), em Nova York, após apresentar risco de colapso estrutural. A ocorrência provocou o isolamento de edifícios vizinhos, interdições no trânsito e o fechamento temporário do Consulado-Geral do Brasil na cidade.

Segundo o Corpo de Bombeiros de Nova York, colunas estruturais cederam no 21º andar do edifício, que possui 33 pavimentos. O problema provocou a queda de tijolos na rua e levou autoridades a ampliar o perímetro de segurança.

Durante as inspeções, técnicos também identificaram rachaduras e pisos cedendo no mesmo andar, aumentando a preocupação com a estabilidade da construção.

Até o momento, não há registro de feridos. Todos os trabalhadores que estavam no canteiro de obras foram localizados em segurança.

Nove prédios são isolados por precaução

Ao menos nove edifícios nos arredores foram isolados preventivamente enquanto engenheiros e equipes de emergência avaliam o risco de novos deslocamentos na estrutura.

Trechos das ruas 42 e 43, entre a 1ª e a 3ª avenidas, também foram interditados para a circulação de pedestres e veículos.

As autoridades estabeleceram uma zona de isolamento e uma área específica de risco de colapso. Técnicos do Departamento de Edificações trabalham para definir medidas capazes de estabilizar a construção.

Consulado do Brasil suspende atendimento

Entre os prédios afetados pela operação está o Consulado-Geral do Brasil em Nova York, que anunciou a suspensão temporária das atividades presenciais.

Em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores, a representação brasileira informou que o fechamento ocorreu por determinação das autoridades locais diante do risco de desabamento de um edifício na 42nd Street.

O consulado afirmou que novas informações sobre a retomada do atendimento serão divulgadas assim que houver condições de segurança.

Funcionário relata retirada do prédio

O funcionário do consulado Helder Nozima contou que trabalhava no 32º andar quando recebeu a ordem para deixar o edifício.

“Ouvimos um aviso nos alto-falantes informando que o prédio estava sendo interditado. A polícia de Nova York nos ajudou a sair”, relatou.

Segundo ele, havia expectativa de retorno ao trabalho nesta quarta-feira (8), mas a reabertura dependerá das decisões das autoridades responsáveis pelo perímetro de segurança.

Escola com 400 crianças suspende atividades

Uma escola localizada nas proximidades também interrompeu as atividades como medida preventiva. A unidade atende cerca de 400 crianças, segundo informações divulgadas pelo prefeito de Nova York, Zohran Mamdani.

Durante entrevista coletiva, o prefeito alertou que a estrutura permanecia instável.

“O prédio continua instável”, afirmou.

Mamdani acrescentou que as equipes perceberam novos movimentos em uma das colunas comprometidas após a chegada ao local.

Bombeiros classificam situação como “muito séria”

O chefe do Corpo de Bombeiros, John Esposito, classificou a ocorrência como “muito séria” e explicou que elementos metálicos da construção começaram a apresentar deformações.

“As vigas de aço começaram a se curvar e a ceder devido ao peso. Isolamos o prédio e iniciamos a retirada das pessoas das edificações vizinhas; a estrutura continuou a se mover desde que chegamos ao local”, declarou.

Segundo Esposito, a movimentação contínua da estrutura levou à criação de uma zona ampliada de segurança enquanto especialistas trabalham para impedir um eventual colapso.

Obra já havia sido alvo de reclamações

Registros do Departamento de Edificações de Nova York mostram que o canteiro de obras havia recebido diversas reclamações nos últimos meses relacionadas à suposta queda de objetos e a possíveis condições inseguras.

Em uma denúncia registrada em abril, uma pessoa relatou que “escombros estão caindo de grande altura”.

Outra reclamação, apresentada em outubro, mencionava que “um objeto grande caiu, atravessou cinco andares e quase atingiu alguém”. O relato também citava possíveis problemas envolvendo equipamentos a gás.

De acordo com o Departamento de Edificações, inspetores realizaram vistorias após as denúncias, mas não identificaram irregularidades que justificassem autuações naquele momento.

O proprietário do edifício não se manifestou sobre a ocorrência.

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