
O governador do Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil), ressaltou nesta sexta-feira (22) a atuação conjunta das forças de segurança estaduais, federais e internacionais na operação que resultou na apreensão de aproximadamente 2,5 toneladas de drogas no Rio Solimões, próximo ao município de Coari, no interior do estado. A ação é considerada uma das maiores já registradas no Amazonas no combate ao narcotráfico.
Durante coletiva realizada na sede da Polícia Federal, em Manaus, Roberto Cidade afirmou que a integração entre os órgãos de inteligência e as equipes operacionais foi determinante para o sucesso da ofensiva, que também retirou de circulação armamento pesado, munições e uma embarcação adaptada para ações criminosas na região amazônica.
Segundo o governador, os suspeitos utilizavam uma lancha equipada com blindagem artesanal e armamento de alto calibre para tentar escapar das fiscalizações. Ele destacou ainda a atuação da Companhia de Operações Especiais (COE) da Polícia Militar do Amazonas, responsável pela interceptação da embarcação.
“Foi uma ação integrada que evitou que uma grande quantidade de drogas chegasse aos centros de distribuição do crime organizado. Nossos policiais enfrentaram criminosos fortemente armados e conseguiram voltar em segurança após uma operação extremamente arriscada”, declarou Roberto Cidade.
Com a nova apreensão, o Amazonas chegou à marca de 27,4 toneladas de entorpecentes apreendidos entre janeiro e maio de 2026. O volume representa crescimento de 87% em comparação ao mesmo período do ano passado, quando as forças de segurança haviam retirado de circulação 14,7 toneladas de drogas.
A ofensiva foi coordenada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), grupo que reúne diferentes instituições policiais em operações conjuntas de repressão ao tráfico de drogas e organizações criminosas transnacionais.
Participaram da operação equipes da Polícia Militar do Amazonas, por meio da COE; da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM); da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais da Polícia Civil (Core/PC-AM); da Polícia Federal; da Diretoria Antidrogas da Polícia Nacional do Peru (Dirandro/PNP); e do Grupo Especial de Fronteira do Mato Grosso (Gefron/MT).
As investigações começaram a partir de informações compartilhadas entre os setores de inteligência das instituições envolvidas. Após monitoramento da rota utilizada pelos criminosos, as equipes localizaram a embarcação suspeita na calha do Rio Solimões. Houve troca de tiros durante a abordagem, mas os suspeitos conseguiram fugir pela mata e pelo rio.
Na embarcação, os policiais encontraram cerca de 2,5 toneladas de drogas, possivelmente skunk, além de três fuzis calibre 5.56, dezenas de carregadores, mais de mil munições de fuzil e munições de AK-47.
A lancha utilizada pelos traficantes possuía aproximadamente 10 metros de comprimento, três motores de 250HP e sistemas adaptados para dificultar ações de fiscalização, incluindo iluminação especial e blindagem improvisada.
O chefe do Estado-Maior da Polícia Militar do Amazonas, coronel Bruno Azevedo, informou que a operação vinha sendo planejada há meses e destacou o trabalho de inteligência compartilhada entre as instituições nacionais e internacionais.
Já o delegado da Polícia Federal e supervisor da FICCO no Amazonas, Victor Motta, afirmou que a cooperação entre os órgãos de segurança tem ampliado a capacidade de enfrentamento das facções criminosas que atuam na região amazônica.
A operação também integra as ações da segunda fase da Operação Segurança Presente, lançada recentemente pelo Governo do Amazonas para ampliar o policiamento nos 61 municípios do interior. A iniciativa inclui reforço de efetivo, envio de embarcações, viaturas, armamentos e tecnologias de monitoramento para o combate ao crime organizado.







