
A safra de cereais, leguminosas e oleaginosas estimada para 2026 deve totalizar 348,4 milhões de toneladas. A se confirmar a previsão do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta terça-feira, 14 de abril, o resultado representará um avanço de 0,7% na comparação com a obtida em 2025, que foi de 346,1 milhões de toneladas.
Conforme o IBGE, a estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior“, apontou Carlos Barradas, gerente do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA).
O prognóstico de aumento na safra de 2026 acontece mesmo diante do recorde histórico de 2025 (346,1 milhões de toneladas).
Variações nas principais culturas
O avanço da produção de 2026 em relação à safra 2025 é atribuído, principalmente, a uma estimativa maior de 4,6% para a soja. No entanto, o instituto também acredita haver redução em outras culturas:
- Algodão herbáceo (em caroço): 11,9%
- Arroz em casca: 10,4%
- Milho: 2,4%
- Feijão: 2,0%
- Sorgo: 0,2%
- Trigo: 5,7%
O recuo de 2,4% no caso do milho deve ser decorrente de um crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra e declínio de 6,0% para o milho 2ª safra.
Agropecuária e PIB
Representando o terceiro peso do Produto Interno Bruto (PIB), a agropecuária — que inclui não só a agricultura — teve crescimento de 11,7% em 2025 na comparação com o ano anterior. O setor é o terceiro maior entre os segmentos. Os maiores pesos da economia são os setores de serviços e indústria.
Para este ano, o Banco Central (BC) projeta, no Relatório de Política Monetária (RPM), um avanço de 1%.
Co informações de Metrópoles







