Ryan Mendes, capitão de Cabo Verde na Copa do Mundo • Divulgação/Federação Cabo-verdiana de Futebol

A seleção de Cabo Verde proibiu perguntas sobre o capitão Ryan Mendes durante a entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira (2), antes da partida contra a Argentina, válida pela Copa do Mundo de 2026.

Antes do início da coletiva no Hard Rock Stadium, nos arredores de Miami, o diretor de comunicação da seleção, Bruno Moura, informou aos jornalistas que somente perguntas relacionadas ao confronto seriam permitidas.

Apesar da orientação, três profissionais tentaram abordar a denúncia de estupro contra o atacante, mas tiveram os questionamentos interrompidos pela assessoria de imprensa.

Perguntas foram interrompidas

O primeiro a levantar o assunto foi um jornalista norte-americano, que perguntou ao técnico Bubista se as acusações contra Ryan Mendes afetavam a concentração da equipe.

Antes que o treinador pudesse responder, Bruno Moura interrompeu a pergunta.

“Próxima pergunta, por favor. Só sobre o jogo, por favor”, disse o assessor.

Pouco depois, outro jornalista dos Estados Unidos fez nova tentativa e também foi impedido.

No fim da coletiva, um repórter brasileiro insistiu no tema e questionou como o jogador estava psicologicamente diante das acusações.

Mais uma vez, a assessoria encerrou o assunto.

“Este assunto está proibido. Não vai fazer outra pergunta?”, respondeu Bruno Moura.

Sem obter resposta, o jornalista optou por não formular outro questionamento.

A entrevista foi encerrada poucos minutos depois sem qualquer manifestação do técnico ou do lateral-esquerdo Stopira sobre o caso.

Ryan Mendes deve ser titular na partida contra a Argentina, confronto que vale vaga nas oitavas de final do Mundial.

Denúncia

Segundo informações do portal ge, a denúncia foi apresentada por uma brasileira que trabalhou como intérprete da seleção de Cabo Verde durante a disputa do Fifa Series, torneio amistoso realizado em março deste ano na Nova Zelândia.

A identidade da denunciante é preservada.

Ela teria entregue à polícia neozelandesa fotografias de hematomas, além de um relatório médico emitido por uma clínica onde recebeu atendimento após o episódio.

O suposto crime teria ocorrido em 27 de março, na cidade de Auckland.

Na ocasião, a brasileira atuava como intérprete da delegação cabo-verdiana por meio de um contrato firmado com a Federação de Futebol da Nova Zelândia.

Fifa acompanha o caso

Procurada, a Fifa informou que mantém contato com as autoridades da Nova Zelândia, mas afirmou que não comenta eventuais investigações conduzidas por órgãos independentes.

Em nota, a entidade declarou que, por política institucional, não confirma nem comenta possíveis procedimentos em andamento relacionados a denúncias dessa natureza.

Artigo anteriorRenato Junior diz que subsídio ao transporte complementar dependerá do cumprimento de critérios técnicos
Próximo artigoBarcelos conquista 1º lugar no Amazonas em Saúde Bucal e alcança nota máxima em avaliação estadual