
A associação de trabalhadores a sindicatos apresentou estabilidade em 2025. O índice ficou em 8,8%, alcançando 9,1 milhões de pessoas nesta situação. A informação integra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) — Características Adicionais do Mercado de Trabalho (2025), divulgada nesta quarta-feira (23/9).
O levantamento, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que em 2025 havia 9,1 milhões de pessoas associadas a sindicatos. O número absoluto representa 8,8%, o que significa estabilidade na comparação com 2024, quando havia 8,9% dos trabalhadores nesta condição (9,1 milhões).
Enquanto o dado de 2025 demonstra estabilidade, o resultado de 2024 interrompeu a série de quedas iniciada em 2014. A recuperação da procura pela sindicalização foi significativa em 2024. A parcela de trabalhadores ligados aos sindicatos em 2024 teve um aumento de 9,8%, ou seja, com 812 mil sindicalizados a mais.
A sindicalização não é homogênea. Ela tem variação importante a depender da escolaridade. O pico é atingido entre aqueles com ensino superior completo, com 13,5%:
- Sem instrução e fundamental incompleto: 7,5%;
- Fundamental completo e médio incompleto: 5,6%;
- Médio completo e superior incompleto: 7,6%;
- Superior completo: 13,5%.
Ensino superior
Nesta quarta, o IBGE também divulgou um recorte sobre a escolaridade dos trabalhadores no mercado de trabalho. O destaque foi o aumento da proporção de trabalhadores com ensino superior no mercado de trabalho. Em 2015, o porcentual era de 16,6% e no ano passado fechou em 24,9%.
Em contrapartida, a parcela dos trabalhadores sem instrução e com ensino fundamental incompleto reduziu de 29,1% para 18,3% no intervalo de 2015 a 2024 (veja gráfico).
A maior parcela dos trabalhadores no mercado de trabalho quanto ao grau de instrução, conforme o IBGE, é a formada pelos que possuem o ensino médio completo e superior incompleto (43,6%). Ela também tem crescido, pois em 2015 representava 37,4% do total.







