
O corpo do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, foi encontrado na manhã desta quinta-feira (23) em um córrego de Carapicuíba, na Grande São Paulo. A localização encerra uma semana de buscas e reforça a principal linha de investigação da Polícia Civil, que apura o caso como homicídio qualificado motivado por um desentendimento financeiro.
O corpo foi localizado pelos próprios familiares da vítima na região indicada por um dos suspeitos presos. A área foi imediatamente isolada para o trabalho da perícia, que deve reunir novos elementos para a conclusão do inquérito.
Marcelo estava desaparecido desde a noite de 16 de julho. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ele deixou o apartamento onde morava, em Carapicuíba, por volta das 20h30. Nas gravações, o empresário aparece falando ao telefone antes de entrar no carro e seguir para um encontro que, segundo as investigações, fazia parte de uma emboscada planejada pelos criminosos.
Desde o desaparecimento, uma força-tarefa formada pelas polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal e equipes especializadas realizou buscas na região. Cães farejadores, drones e o helicóptero Águia também foram empregados nas operações para localizar a vítima.
Na quarta-feira (22), os três suspeitos presos temporariamente foram levados pelos investigadores até uma área de mata para indicar o local onde o corpo poderia estar. Conforme o delegado Fabiano Barbeiro, responsável pelo caso, Lucas Soares de Lima revelou que o empresário havia sido lançado na parte mais profunda de um córrego, nas proximidades de uma comporta da Sabesp. Foi justamente nessa região que os familiares encontraram o corpo na manhã seguinte.
As investigações apontam que Marcelo foi atraído para um imóvel por um homem com quem mantinha relações comerciais e que se apresentava como amigo. No local, ele teria sido mantido em cárcere privado enquanto os criminosos realizavam transferências bancárias utilizando suas contas.
Após as movimentações financeiras, a vítima teria sido levada para uma área de mata, onde foi assassinada. A Polícia Civil ainda trabalha para esclarecer a dinâmica do crime e identificar a participação de cada envolvido.
Durante a investigação, o carro blindado do empresário foi encontrado abandonado. Os peritos também localizaram vestígios de sangue tanto no veículo quanto no imóvel onde Marcelo teria permanecido em cárcere, reforçando a hipótese de que o assassinato foi planejado.
Até o momento, três pessoas estão presas temporariamente. Lucas Soares de Lima é apontado como o mentor do crime. Também foram detidos seu irmão, Paulo Sérgio Soares Almeida, e Júlio César Moura Batista. Um quarto investigado já foi identificado pelas autoridades, mas permanece foragido.
Segundo a Polícia Civil, um dos desdobramentos que ajudaram a avançar nas investigações ocorreu após a mãe de Lucas e Paulo Sérgio procurar espontaneamente a delegacia para informar o possível envolvimento dos filhos no desaparecimento do empresário. A polícia agora aguarda os resultados da perícia e segue em busca do quarto suspeito para concluir o inquérito sobre o caso.







