Tenente-Coronel Geraldo Neto foi preso no dia 18 de março • Créditos - Fala Pirituba

O Superior Tribunal de Justiça decidiu, nesta terça-feira (28), que o ex-tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, será julgado pela Justiça Comum no caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos.

Com a decisão, o processo ficará sob responsabilidade da 5ª Vara do Júri do Tribunal de Justiça de São Paulo, afastando a competência da Justiça Militar.

Réu por feminicídio

O oficial responde por feminicídio e fraude processual. Segundo a investigação, ele é acusado de matar a esposa com um tiro na cabeça e, em seguida, alterar a cena do crime para tentar simular um suicídio.

A policial foi encontrada morta no apartamento do casal, no bairro do Brás, em São Paulo, no dia 18 de fevereiro de 2026.

Investigação aponta tentativa de encobrir crime

De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime teria ocorrido após uma discussão motivada pela intenção da vítima de encerrar o relacionamento.

As investigações indicam que, após o disparo, o tenente-coronel teria manipulado o local, colocando a arma na mão da vítima para induzir os investigadores a acreditarem em suicídio.

Laudos periciais também apontaram inconsistências na versão apresentada pela defesa. Entre os elementos analisados estão vestígios de sangue nas roupas do acusado e indícios de que ele teria tomado banho após o crime para eliminar provas.

Caso irá ao Tribunal do Júri

Com a decisão do STJ, o militar deverá ser submetido ao Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento de crimes dolosos contra a vida.

Para o Ministério Público, o crime foi motivado por sentimento de posse e pela recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento. A denúncia ainda sustenta que a vítima foi atacada sem possibilidade de defesa.

Artigo anteriorMarquito tem alta após dois meses internado por acidente de moto
Próximo artigoTCE-AM deve julgar 60 processos na 12ª sessão do Tribunal Pleno nesta quarta-feira (29)