
Um técnico de enfermagem foi preso nesta segunda-feira (13), suspeito de estuprar uma paciente de 27 anos internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul (HRMS), em Campo Grande.
A vítima estava hospitalizada havia 25 dias, após apresentar complicações durante a gravidez e o parto, realizado em 30 de junho.
Segundo o boletim de ocorrência, o crime teria acontecido na manhã da última sexta-feira (10). De acordo com o relato da paciente, o suspeito, que era conhecido da família, aplicou dois medicamentos antes do abuso.
Na noite anterior, o técnico havia participado do banho da paciente ao lado de outra profissional de saúde. Horas depois, pouco antes da troca de plantão, ele retornou ao quarto e administrou uma nova medicação.
A mulher contou que ficou sonolenta após a aplicação dos medicamentos e, ao recobrar a consciência, percebeu que estava sendo vítima de violência sexual.
Ainda conforme a denúncia, o suspeito deixou o quarto ao notar que a paciente havia despertado.
Caso foi comunicado à equipe médica
Após o ocorrido, a vítima relatou o episódio a outra técnica de enfermagem, que comunicou imediatamente a enfermeira responsável e a psicóloga da unidade.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) como estupro de vulnerável.
Em nota, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul informou que o suspeito foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.
Segundo a corporação, ele deverá passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (15).
Hospital afasta profissional
O Hospital Regional de Mato Grosso do Sul informou que, assim que tomou conhecimento da denúncia, retirou o profissional das atividades de assistência aos pacientes.
A unidade também comunicou que instaurou uma sindicância interna para apurar os fatos, assegurando ao investigado o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Em nota, o hospital afirmou que prestou acolhimento e suporte à paciente e aos familiares e destacou que, na UTI, os procedimentos assistenciais são realizados, rotineiramente, por dois profissionais de saúde.
A instituição reiterou ainda o compromisso com a segurança dos pacientes, a transparência na apuração do caso e a colaboração integral com as autoridades responsáveis pela investigação.







