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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira acreditar que um acordo diplomático pode ser alcançado com Cuba. Ele disse que pode ajudar a ilha, “independentemente de haver ou não uma mudança de regime”.

“Acho que sim”, declarou Trump a jornalistas na Casa Branca, ao ser questionado sobre a possibilidade de um acordo com Havana.

“Cuba está nos ligando. Eles precisam de ajuda. Mas Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda, e nós faremos isso”, ressaltou o republicano.

Apesar da fala, o governo norte-americano segue classificando o atual comunismo cubano como corrupto e incompetente, além de defender a mudança de regime no país.

Nos últimos meses, Trump intensificou a pressão econômica sobre a ilha caribenha ao impor um bloqueio de petróleo – medida que agravou a crise energética e levou Cuba a enfrentar um rígido racionamento de combustível.

A Rússia foi o último país a enviar uma carga significativa de petróleo para Cuba. O navio-tanque Anatoly Kolodkin entregou cerca de 700 mil barris no fim de março, quantidade equivalente a aproximadamente duas semanas de consumo para a ilha de cerca de 10 milhões de habitantes.

Cuba, rival histórica dos Estados Unidos desde a Guerra Fria, enfrenta uma crise cada vez mais profunda após o endurecimento das sanções econômicas impostas pelo governo de Donald Trump e as restrições ao fornecimento de combustível para a ilha, com a prisão do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.

Nas últimas semanas, a escassez de combustível agravou os apagões no país, deixando diversas regiões com apenas uma ou duas horas diárias de eletricidade.

A tensão entre os dois países também aumentou após informações de que o governo de Trump planeja denunciar formalmente o ex-líder cubano Raúl Castro, de 94 anos, pelo episódio de 1996 em que aviões do grupo humanitário Brothers to the Rescue foram abatidos por Cuba. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, reagiu afirmando que Cuba, “como todas as nações do mundo”, tem o direito à legítima defesa contra agressões externas, conforme previsto pela Carta da ONU.

Moradores de Havana também demonstraram preocupação com a escalada da crise. “Não seria correto que os Estados Unidos invadissem Cuba, nem que Cuba invadisse os Estados Unidos. Eles precisam chegar a um acordo, conversar e negociar”, alegou o cubano Ulises Medina, de 58 anos.

Um eventual indiciamento de Raúl Castro, irmão de Fidel Castro e um dos principais nomes da Revolução Cubana de 1959, é visto como mais um endurecimento da política norte-americana contra Havana.

Com informações de Metrópoles

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