
Os governos dos Estados Unidos e do Irã devem retomar nesta segunda-feira (3) as negociações sobre o programa nuclear iraniano, segundo anunciou o presidente norte-americano, Donald Trump. A retomada do diálogo ocorre após a suspensão de uma ofensiva militar que seria realizada em conjunto por Estados Unidos e Israel contra instalações energéticas do Irã, elevando a expectativa por uma solução diplomática para a crise.
Em declaração neste domingo (2), Trump afirmou que representantes dos dois países voltarão à mesa de negociações durante a tarde e demonstrou preferência por um acordo que evite uma escalada militar no Oriente Médio.
“O que estamos fazendo é conversar com eles na forma de uma negociação. Isso começa amanhã à tarde. Adoraria fazer isso: salvaria muitas vidas, muita força desnecessária”, afirmou.
Questionado por jornalistas sobre um possível prazo para que Teerã aceite os termos propostos por Washington, o presidente evitou estabelecer uma data limite.
“Eu preferiria fazer um acordo. Não quero matar pessoas, porque as pessoas morrem, muitas pessoas morrem, e não queremos isso”, declarou.
A retomada das conversas acontece após a suspensão de um ataque que havia sido anunciado na última sexta-feira (31). A operação, planejada pelos Estados Unidos em conjunto com Israel, teria como alvo instalações ligadas ao setor energético iraniano, mas acabou cancelada no sábado (1º).
Segundo Trump, o pedido para interromper a ofensiva partiu do próprio governo iraniano e contou com a mediação de países do Golfo, entre eles Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. O objetivo seria criar um ambiente favorável para a conclusão de um entendimento diplomático.
Em publicação na rede social Truth Social, o presidente norte-americano afirmou que a suspensão da ação militar está condicionada ao avanço rápido das negociações. Entre os principais pontos discutidos estão a interrupção do programa nuclear iraniano e a garantia de segurança para a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
As negociações são acompanhadas com atenção pela comunidade internacional, já que um eventual acordo pode reduzir as tensões na região e evitar novos confrontos envolvendo potências do Oriente Médio e seus aliados. Por outro lado, um fracasso nas conversas pode reacender o risco de uma escalada militar entre Washington, Teerã e Israel.







