
O vice-governador do Amazonas, Tadeu de Souza, destacou, nesta quinta-feira (19/03), que as políticas de bioeconomia do governo Wilson Lima estão consolidando a segurança jurídica necessária para atrair novos investimentos ao Polo Industrial de Manaus (PIM), especialmente em cadeias produtivas sustentáveis com impacto direto no interior do estado.
A declaração foi feita durante o evento de inauguração da primeira caldeira de biomassa em operação no Amazonas movida a caroços de açaí, utilizada na geração de energia térmica em escala industrial. O equipamento foi instalado pela empresa Knauf Isopor, incentivada pela Zona Franca de Manaus (ZFM), localizada no bairro Vila Buriti, zona sul da capital.
Para o vice-governador, a iniciativa simboliza um novo momento da economia amazonense, ao integrar a indústria com a bioeconomia e gerar renda para comunidades do interior. “Este é apenas o pontapé inicial. Temos hoje todo um arcabouço de regulação. Há toda uma proteção jurídica, uma segurança de investimentos para quem está no Amazonas. Essa é uma tendência que vai ligar bioeconomia com a indústria”, enfatizou.
Os caroços de açaí usados como biomassa serão adquiridos de comunidades produtoras e coletoras do fruto no interior do Amazonas, além dos estados do Pará e Amapá. No processo, o material é submetido à combustão controlada, gerando gases que produzem o calor necessário para transformar a água em vapor, energia essencial em processos industriais.
Atualmente, 17,5 mil agricultores familiares e extrativistas atuam na cadeia produtiva do açaí no Amazonas, com apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam).
Mais projetos
O diretor industrial da Knauf Isopor no Brasil, Antônio Isaías, salientou que a nova tecnologia reduz custos operacionais e impactos ambientais, podendo diminuir em até 90% as emissões de CO2. O executivo ressaltou o apoio do Governo do Estado na viabilização desta iniciativa e no avanço de novos projetos de energia sustentável.
“Nós entendemos que a questão do caroço do açaí traria um retorno muito importante para nós. Fizemos um projeto pioneiro. Este é o primeiro, e a gente vai contar com o apoio e apresentar ao Estado outros projetos de bioenergia”, declarou o diretor.
A integração do modelo industrial da ZFM com a bioeconomia florestal é um dos eixos estratégicos do Plano Estadual de Bioeconomia e da Política Estadual de Transição Energética (Peten), lançados pelo governador Wilson Lima, após um processo de escuta e construção coletiva com todos os 62 municípios.







