Aeroporto de Congonhas • Crédito: Ministério da Infraestrutur

Um vigilante de uma empresa privada foi morto a tiros no Aeroporto de Congonhas, na zona Sul da capital paulista, na madrugada desta segunda-feira (20). Ele foi encontrado em um canteiro de obras de expansão do terminal aéreo.

À PM (Polícia Militar), um encarregado da obra relatou aos agentes que, quando chegou ao local encontrou o portão de acesso semiaberto e localizou a vítima, um haitiano de 37 anos, caída de bruços próximo a um banheiro químico, com um cordão, chaves e um cadeado caídos ao seu lado.

A equipe médica da concessionária Aena foi acionada e prestou os primeiros socorros ainda no local, identificando o ferimento por arma de fogo. Ele chegou a ser encaminhado às pressas para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Jabaquara, mas não resistiu aos ferimentos.

Segundo a PM, os pertences do vigilante que estavam na guarita não foram tinham sido mexidos, e seu celular e crachá permaneceram em seu bolso, sendo posteriormente recolhidos para a investigação. Nenhuma munição ou estojo de arma de fogo foi localizado.

Testemunhas relatam nervosismo

Um dos funcionários da obra afirmou que a vítima estava “nervosa e não queria conversa”. Já um motorista de caminhão-pipa que passou pelo portão pouco depois da meia-noite afirmou que o vigilante apresentava comportamento normal.

Em relato à PM, um vigilante de um portão vizinho disse ter ouvido um estrondo semelhante a uma batida por volta da 1h10 da manhã. Logo em seguida, ele avistou três indivíduos não identificados fugindo da obra, sendo dois a pé e um terceiro utilizando uma motocicleta.

A empresa responsável pela obra informou aos policiais que, como a obra está em fase de demolição e fundação, não existem câmeras instaladas no trecho do homicídio.

Segundo eles, há apenas uma câmera distante, operada pela Aena, e que a empresa terceirizada não possui acesso direto.

A vítima é um imigrante haitiano que trabalhava durante o período noturno.

O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita na 2ª Deatur (Delegacia de Atendimento ao Turista). Segundo a SSP (Secretaria de Segurança Pública), os agentes atuam para identificar os autores.

Em nota, a Aena lamentou a morte do trabalhador e prestou condolências aos familiares. A empresa ainda se colocou à disposição das investigações.

Com informações da CNN Brasil.

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