Em publicação na rede Truth Social, Trump classificou o acordo anterior como “um dos piores já feitos” para a segurança dos Estados Unidos e afirmou que sua administração busca um modelo mais rígido para impedir que o Irã obtenha armas nucleares.
“O acordo que estamos fazendo com o Irã será muito melhor do que o JCPOA”, escreveu o presidente, acrescentando que sua proposta garantiria maior segurança regional e evitaria a produção de armas nucleares por Teerã.
O republicano também voltou a criticar o descongelamento de ativos iranianos durante administrações anteriores e sugeriu mudanças estruturais em qualquer novo entendimento.
Segundo reportagem da CNN Internacional, sua gestão chegou a avaliar liberar até US$ 20 bilhões em recursos iranianos, valor superior ao previsto no acordo de 2015.
Plano de Ação Conjunto Global
O JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global), assinado por potências como Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido, França e Alemanha, limitava o programa nuclear iraniano em troca do alívio de sanções econômicas.
O pacto previa restrições ao enriquecimento de urânio e inspeções internacionais da AIEA, com o objetivo de ampliar o tempo necessário para que o Irã pudesse produzir uma arma nuclear.
O acordo foi abandonado pelos EUA em 2018, durante o governo Trump.
Fim do cessar-fogo
A nova declaração ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Teerã, às vésperas do fim do cessar-fogo previsto para esta quarta-feira (22/4). O republicano afirmou ainda que considera “altamente improvável” estender a trégua caso não haja avanços nas negociações.
Trump endureceu o tom e afirmou que não aceitará “um mau acordo”, além de indicar que os Estados Unidos podem retomar ações militares caso não haja entendimento com o Irã.
Do lado iraniano, o governo de Masoud Pezeshkian mantém discurso de desconfiança em relação a Washington e acusa os EUA de exigências excessivas e contraditórias, o que, segundo Teerã, dificulta qualquer avanço diplomático. Com Metrópoles.