
Em depoimento prestado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), sem a presença da Polícia Federal (PF), o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que sua negociação para um acordo de delação premiada travou por envolver o diretor-geral da instituição, Andrei Rodrigues.
Segundo o ex-dono do Banco Master, preso desde novembro, a PF teria recusado ouvi-lo para evitar prejuízos a “pessoas que estavam do outro lado da mesa”. Vorcaro relatou ter uma relação prévia com o diretor-geral, afirmando que ambos já viajaram juntos para eventos, e declarou que uma colaboração envolveria integrantes de um “núcleo político”.
Tentativa de acordo e supostas ameaças
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Nova colaboração: O ex-banqueiro sinalizou disposição para tentar um novo acordo, disposto a incluir detalhes sobre seu vínculo com o chefe da PF e citar outros membros do governo federal.
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Ameaças na prisão: Vorcaro declarou ter sofrido intimidações na cadeia e que falta abertura das autoridades para expor os fatos que possui.
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Rejeições anteriores: A proposta original de delação foi recusada tanto pela PF quanto pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sob a justificativa de omissão de dados e falta de elementos inéditos.
PGR pede arquivamento Na quarta-feira (2), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, solicitou ao STF o arquivamento das denúncias de intimidação feitas pela defesa de Vorcaro. Gonet argumentou que o ex-banqueiro não apresentou fatos concretos nem provas mínimas para sustentar as alegações, além de reforçar que o material oferecido anteriormente ao Ministério Público era frágil.
Procurada para comentar o depoimento mantido sob sigilo, a defesa de Daniel Vorcaro informou que não iria se manifestar. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também não emitiu posicionamento até o momento.







