
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) concluiu o inquérito que apura a chacina ocorrida no bairro São Jorge, na zona centro-sul de Manaus, e indiciou Ezenilson Silva de Souza por triplo latrocínio e tentativa de latrocínio. O crime aconteceu no dia 17 de agosto e deixou três pessoas mortas e uma gravemente ferida.
As vítimas fatais foram identificadas como Francisco das Chagas Morais Santos, de 66 anos, pastor e ex-sogro do suspeito; Isabella Coelho Morais, de 29 anos, filha de Francisco; e Guilherme Pereira Lima Filho, de 65 anos, professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam).
A quarta vítima, Dilma Cilene Lima Sampaio, de 54 anos, foi agredida durante a ação, mas sobreviveu.
Segundo a investigação, Ezenilson confessou ter cometido o crime e afirmou que a motivação seria a necessidade de conseguir dinheiro para quitar uma dívida de aproximadamente R$ 19 mil com agiotas.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado pela PC-AM à Justiça do Amazonas. Agora, o Ministério Público do Amazonas (MPAM) deverá analisar as provas e decidir se apresenta denúncia contra o suspeito.
Como aconteceu a chacina
As três vítimas foram encontradas mortas dentro do imóvel onde moravam. De acordo com as investigações, o suspeito teria utilizado um martelo para atacar as pessoas que estavam na residência.
Francisco das Chagas foi o primeiro a ser atacado. Ele sofreu golpes na cabeça. Os gritos provocados pela agressão acordaram a filha, Isabella, que estava em um quarto próximo.
Ao perceber o que estava acontecendo, Isabella foi verificar a situação e também acabou sendo atacada pelo suspeito.
Os gritos também chamaram a atenção do professor Guilherme Pereira de Lima, que morava no terceiro andar do imóvel. Segundo a polícia, ele desceu para ajudar e entrou em luta corporal com Ezenilson, mas acabou sendo morto.
Dilma Cilene também ouviu os gritos e a movimentação e foi até o segundo andar para verificar o que estava acontecendo. Ela foi golpeada pelo suspeito e ficou gravemente ferida.
A mulher foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, em Manaus.
Francisco e Isabella moravam no segundo andar da residência. Guilherme ocupava o terceiro andar, enquanto Dilma Cilene residia no térreo.
Estado de saúde
Dilma Cilene deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no dia 21 de agosto, após os ferimentos sofridos durante o ataque.
Até a publicação desta matéria, porém, não havia informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima nem confirmação de que ela tenha recebido alta hospitalar.







