
O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta quinta-feira (23) que acredita ser possível ocorrer fraude nas urnas eletrônicas, mas disse não ver indícios de que isso seja suficiente para alterar o resultado de uma eleição. Durante agenda em São Paulo, o ex-governador de Minas Gerais defendeu a criação de um mecanismo de conferência em papel para parte dos votos registrados.
A declaração foi feita antes de um café da manhã com dirigentes da Associação Paulista de Supermercados (Apas), na capital paulista. Segundo Zema, uma auditoria por amostragem poderia aumentar a confiança no sistema eleitoral.
“O ideal seria pegar 5% das urnas, imprimir os votos e fazer a conferência. Isso acabaria com qualquer dúvida”, afirmou. Apesar da sugestão, o pré-candidato ressaltou que confia no atual sistema de votação e afirmou que eventuais fraudes, caso existam, não seriam capazes de modificar o resultado de uma eleição.
Questionado sobre as recentes declarações do senador Flávio Bolsonaro (PL), que voltou a levantar suspeitas sobre a segurança das urnas eletrônicas, Zema preferiu não comentar o posicionamento do parlamentar.
Durante o encontro com representantes do setor supermercadista, o presidenciável também ouviu reivindicações ligadas ao varejo brasileiro. Entre as propostas apresentadas pelos empresários estavam a criação de um Conselho Nacional do Varejo, com participação do setor na formulação de políticas públicas, e mudanças na legislação trabalhista.
Ao comentar o tema, Zema defendeu uma maior flexibilização da jornada de trabalho, afirmando que os trabalhadores deveriam ter autonomia para definir a quantidade de horas trabalhadas conforme seus objetivos e necessidades financeiras.
Segundo ele, a legislação atual limita tanto empresas quanto trabalhadores. Na avaliação do pré-candidato, o país deveria adotar um modelo em que a remuneração seja calculada por horas trabalhadas, permitindo que cada profissional escolha cumprir jornadas maiores ou menores de acordo com sua realidade.
O ex-governador também voltou a criticar a condução da política externa brasileira diante das medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos. Para Zema, o governo federal deveria buscar uma relação mais equilibrada com diferentes parceiros internacionais.
Na avaliação do pré-candidato, o Brasil corre o risco de ampliar excessivamente sua dependência comercial da China, principal destino das exportações brasileiras. Ele afirmou que concentrar grande parte das vendas externas em um único mercado pode representar um problema estratégico para o país.
Zema declarou ainda que, caso seja eleito presidente da República, pretende retomar imediatamente as negociações com o governo norte-americano para buscar alternativas às tarifas impostas pelos Estados Unidos.
Após o encontro com a Apas, o pré-candidato cumpriria agenda com representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Grandes Estruturas no Estado de São Paulo para discutir demandas do setor. Em seguida, a programação prevê viagem para Porto Alegre, onde dará continuidade aos compromissos de pré-campanha.







