
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) confirmou, nesta quinta-feira (23), que o corpo encontrado em um rio no município de Cotia, na Grande São Paulo, é do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos. A vítima estava desaparecida desde a noite da última quinta-feira (16), após ser sequestrada em Carapicuíba.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização dos exames periciais. As investigações apontam que o empresário foi morto após ser atraído para uma emboscada, supostamente motivada por um desentendimento financeiro.
Câmeras registraram os últimos momentos
Imagens de câmeras de segurança registraram os últimos momentos de Marcelo antes do desaparecimento. Nas gravações, ele aparece entrando no elevador de um prédio e descendo até o estacionamento, onde embarca em seu veículo.
Por volta das 21h, o empresário foi visto em um bar na Estrada da Fazendinha, acompanhado de um conhecido conhecido pelo apelido de “Fumaça”, que, segundo a polícia, apresentou versões contraditórias sobre o desaparecimento.
O carro blindado da vítima foi encontrado abandonado às 22h50, na Rua das Andorinhas, com diversas marcas de calçados sobre o capô e o para-brisa. Testemunhas relataram que um homem alto, magro, usando blusa preta, capuz azul e calça jeans clara abandonou o veículo e fugiu correndo.
Polícia aponta emboscada e extorsão
De acordo com a Polícia Civil, Marcelo vinha sendo alvo de chantagens praticadas por um amigo e realizava repasses financeiros ao suspeito havia algum tempo. As investigações indicam que ele decidiu interromper os pagamentos, o que pode ter motivado o crime.
Segundo o delegado Fabiano Barbeiro, os cerca de R$ 8 mil transferidos pela vítima no dia do sequestro não foram o principal objetivo da ação criminosa, mas apenas um aproveitamento da situação.
Os investigadores afirmam que Marcelo foi levado para um imóvel utilizado como cativeiro, onde permaneceu por cerca de duas horas, amarrado e amordaçado, sendo obrigado a realizar transferências bancárias para os criminosos.
A polícia também informou que o empresário permaneceu vivo durante todo o período em que esteve em cárcere e foi levado nessa condição até uma área de mata próxima a um córrego. Conforme relato de uma testemunha, a vítima chegou a implorar pela própria vida, oferecendo o dinheiro aos criminosos.
Crime é tratado como homicídio
Para a Polícia Civil, os elementos reunidos indicam que a intenção dos suspeitos era matar o empresário desde o início, motivo pelo qual o caso não é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte).
Perícias encontraram vestígios de sangue tanto no imóvel utilizado como cativeiro quanto no carro da vítima.
Até o momento, três homens foram presos por suspeita de participação no crime. Um quarto investigado já foi identificado e continua foragido.
O primeiro suspeito foi preso pela Polícia Militar na sexta-feira (17), por já possuir um mandado de prisão em aberto. A partir da análise de imagens de segurança e de outras provas, a Polícia Civil identificou os demais envolvidos, que foram presos no domingo (19).







