Reprodução/Correio 24 Horas

Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes eletrônicos em vários estados do país, com parte do esquema na Bahia, virou alvo de uma operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (27/5). A quadrilha é investigada por fraudes virtuais, estelionatos eletrônicos e furtos de cartões bancários durante grandes eventos. No total, mandados judiciais foram cumpridos em 10 cidades de São Paulo e Rio Grande do Norte.

Entre os principais golpes atribuídos ao grupo está o chamado “falso advogado”. Segundo as investigações, os criminosos acessavam informações de processos judiciais e entravam em contato com vítimas fingindo serem advogados ou representantes de escritórios de advocacia.

Para convencer os alvos, utilizavam nomes reais, linguagem jurídica, fotos e até documentos autênticos relacionados às ações judiciais. Com isso, induziam as vítimas a realizar transferências bancárias sob justificativas falsas, como suposta liberação de valores na Justiça, pagamento de custas processuais ou desbloqueio de alvarás.

As apurações também identificaram um núcleo especializado em furtar cartões bancários durante shows e eventos de grande porte em cidades da Bahia, Pernambuco e Paraná. De acordo com a investigação, um dos integrantes se passava por vendedor ambulante e, no momento do pagamento, trocava discretamente o cartão da vítima por outro semelhante.

Depois do furto, os cartões eram utilizados para compras de alto valor, principalmente equipamentos eletrônicos e videogames. Os produtos, segundo a polícia, eram revendidos posteriormente em uma loja suspeita de receptação em São Paulo.

Ainda conforme as investigações, o grupo movimentou mais de R$ 4,2 milhões em operações financeiras ligadas aos crimes. Os investigadores apontam que a quadrilha possuía atuação interestadual e mantinha ramificações também no Rio de Janeiro, Pernambuco e Paraná.

Parte dos mandados teve como foco a apreensão de celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que podem ajudar a identificar novos envolvidos e aprofundar o rastreamento financeiro da organização criminosa.

Batizada de Operação Falsa Ordem, a ofensiva foi realizada pela Polícia Civil da Bahia, por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC) e da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC).

Com informações do Correio 24 Horas.

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