
Nem uma semana após o fim da greve que interrompeu parcialmente o transporte coletivo de Manaus e provocou transtornos para milhares de passageiros, os rodoviários já ameaçam uma nova paralisação. Nesta sexta-feira (31), o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Manaus, Givancir Oliveira, afirmou que a categoria voltará a cruzar os braços caso os salários não sejam pagos até o quinto dia útil do próximo mês.
O aviso foi feito durante um encontro com trabalhadores e divulgado nas redes sociais. Em tom de cobrança, o sindicalista direcionou o recado aos empresários do transporte coletivo, ao prefeito Renato Junior, ao governador Roberto Cidade, ao Ministério Público e à população, deixando claro que a categoria não aceitará novos atrasos nos pagamentos.
“O recado é claro: se até o quinto dia útil do próximo mês o pagamento da categoria não cair, vamos parar tudo de novo. Chega de atraso, chega de descaso com quem move a cidade todos os dias”, declarou.
Durante o discurso, Givancir consultou os trabalhadores sobre qual seria a resposta da categoria caso os salários não fossem depositados dentro do prazo. Em coro, os rodoviários responderam: “Greve”.
O presidente do sindicato também afirmou que a manifestação serve como um aviso antecipado para evitar que o movimento seja tratado como inesperado.
“Depois eles não podem dizer que o sindicato não avisou. Sempre dizem que fomos pegos de surpresa, que o sindicato é criminoso. Estamos avisando agora. Fica avisado o senhor prefeito, fica avisado o senhor governador, o Ministério Público e toda a sociedade de Manaus”, disse.
Segundo Givancir, os trabalhadores querem continuar exercendo suas funções, mas afirmam que não aceitarão novos atrasos salariais.
“Nossa vontade é trabalhar. Nós somos de paz, somos pessoas de bem. Mas não mexam conosco. Se o pagamento não sair no próximo quinto dia útil, Manaus vai parar”, reforçou, sendo novamente apoiado pelos rodoviários presentes.
A nova ameaça acontece poucos dias após a greve encerrada na última quarta-feira (29), quando a categoria paralisou parte da frota de ônibus da capital amazonense em protesto contra atrasos salariais e outras reivindicações trabalhistas. O movimento causou longas filas nos pontos de ônibus, superlotação e dificuldades de deslocamento para milhares de usuários do transporte coletivo.
Agora, a expectativa é que empresas do setor e o poder público busquem uma solução para evitar uma nova paralisação, que pode voltar a comprometer a mobilidade urbana de Manaus já no início do próximo mês.







