O governador e candidato à reeleição Roberto Cidade (Federação União Progressistas) afirmou que pretende ampliar a busca por novas indústrias para o Amazonas, inclusive intensificando o diálogo com a China e outros países, como estratégia para gerar empregos, renda e reduzir a pobreza no Estado.

A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (14) durante o encontro “A Indústria na Agenda dos Candidatos ao Governo do Amazonas”, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) e pelo Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam).

Ao falar para empresários e representantes do setor produtivo, Cidade defendeu a manutenção de um canal permanente entre o Governo do Amazonas e a indústria, além de uma atuação voltada à atração de investimentos estrangeiros.

“A nossa proposta é continuar reduzindo a pobreza em todo o Amazonas. Nós vamos avançar, mantendo um comitê permanente de diálogo com essas indústrias e ampliando também a conversa com a China e outros países em desenvolvimento para trazer mais indústrias para cá. É com diálogo, segurança e trabalho que vamos gerar mais emprego e renda para o nosso povo”, afirmou.

Cidade participou do encontro acompanhado do vice-governador e candidato à reeleição Serafim Corrêa, que já comandou a Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

Zona Franca e atração de investimentos

Durante o encontro, o candidato respondeu a questionamentos relacionados à segurança jurídica da Zona Franca de Manaus (ZFM), política industrial, produtividade, inovação, bioeconomia, sustentabilidade e financiamento do desenvolvimento da Amazônia.

Cidade apontou como exemplo do potencial de atração de investimentos os resultados recentes do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam). Segundo os dados apresentados pelo candidato, 125 projetos foram aprovados em duas reuniões — 80 em uma e 45 em outra —, envolvendo investimentos bilionários e expectativa de criação de mais de 5 mil empregos nos próximos anos.

Para Cidade, os números demonstram que a aproximação entre poder público, setor produtivo e investidores pode ampliar a geração de empregos no Estado.

Novas matrizes econômicas para o interior

Outro eixo apresentado pelo governador foi a tentativa de reduzir a dependência econômica do interior em relação à capital. Cidade defendeu a manutenção da Zona Franca como principal modelo econômico amazonense, mas afirmou que pretende estimular novas atividades de acordo com as potencialidades de cada região.

“O fator muito importante é a geração de emprego e geração de renda na Zona Franca de Manaus. Nós vamos ampliar e também buscar outras matrizes econômicas para o interior, assim como já está acontecendo em Silves e também em Autazes, onde, em breve, estaremos começando a exploração do potássio. Isso vai gerar emprego e renda”, declarou.

A proposta apresentada prevê identificar atividades econômicas capazes de receber investimentos nos municípios e criar, por parte do Estado, condições de infraestrutura e apoio necessárias para a instalação de novos empreendimentos.

Sustentabilidade entra na proposta

Cidade também associou a diversificação da economia à preservação ambiental. Segundo ele, a intenção é realizar estudos sobre as potencialidades do território amazonense para estimular atividades econômicas de maneira sustentável.

“Nós vamos criar alternativas econômicas para que a gente possa dar toda a estrutura necessária, que é de competência do Governo, para trazer mais indústrias para cá, mantendo o nosso modelo mais exitoso, que é a Zona Franca de Manaus. Pretendemos fazer um estudo para que a gente possa explorar, com sustentabilidade, todo o Estado. O Amazonas precisa crescer ainda mais, gerar renda e criar oportunidades em todas as regiões”, concluiu.

O encontro promovido pela Fieam e pelo Cieam reuniu lideranças industriais, empresas associadas e representantes do setor produtivo para discutir competitividade, infraestrutura e logística, educação, inovação, sustentabilidade, geração de empregos e desenvolvimento regional.

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