O presidente estadual do Partido Liberal (PL) no Amazonas, Alfredo Nascimento, voltou a encerrar as especulações sobre uma possível mudança nos planos da legenda para as eleições de 2026. Em entrevista a um podcast, o ex-deputado federal reafirmou que Maria do Carmo permanece como candidata do partido ao Governo do Amazonas e afirmou que não existe qualquer movimento interno para substituí-la.

Ao comentar as informações de bastidores sobre uma eventual troca de nome na disputa pelo Palácio Rio Negro, Alfredo foi categórico ao afirmar que a definição cabe exclusivamente ao partido e que a única hipótese de mudança seria uma desistência da própria pré-candidata.

“Ela é candidata do partido ao governo, a não ser que ela desista. Só ela pode desistir. Quem encaminha o nome dos candidatos ao Tribunal Regional Eleitoral sou eu, como presidente estadual do partido”, declarou.

O dirigente também classificou como falsas as informações de que integrantes do próprio PL estariam trabalhando para retirar Maria do Carmo da disputa.

“Mentira. Não querem tirar, não. Esse negócio de que o próprio partido quer tirar ela é mentira”, afirmou.

As declarações reforçam o posicionamento adotado por Alfredo Nascimento nos últimos meses, em meio às especulações envolvendo possíveis alianças e mudanças no cenário eleitoral amazonense para 2026.

Críticas à medida sobre a Zona Franca

Durante a entrevista, Alfredo Nascimento também voltou suas críticas à recente interpretação da Receita Federal que prevê a cobrança de PIS/Cofins sobre insumos destinados às indústrias da Zona Franca de Manaus.

Na avaliação do presidente do PL, a medida é inconstitucional e gera insegurança jurídica para empresários interessados em investir no Polo Industrial de Manaus.

Ele defendeu que o Governo do Amazonas recorra imediatamente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a medida.

“Governador, entre no Supremo. Isso é um absurdo e é inconstitucional. Pode até não prosperar, mas cria medo no empresário, que segura investimentos, adia expansões e deixa de gerar empregos”, afirmou.

Segundo Alfredo, mesmo que a medida venha a ser derrubada pela Justiça, o simples anúncio provoca impactos negativos na economia do estado ao aumentar a insegurança dos investidores.

Ataques ao governo federal

Ao comentar o tema, o dirigente do PL também criticou o governo federal e atribuiu à esquerda a responsabilidade pela iniciativa envolvendo a Zona Franca de Manaus.

Segundo ele, a divulgação da nova interpretação tributária gera um ambiente de incerteza para o setor produtivo e acaba sendo tratada como definitiva antes mesmo de qualquer decisão judicial.

Para Alfredo Nascimento, esse cenário prejudica diretamente a competitividade da Zona Franca e compromete a geração de empregos no Amazonas.

As declarações ocorrem em um momento de intensificação das articulações políticas para as eleições de 2026 e reforçam o discurso do PL de manter Maria do Carmo como representante da legenda na disputa pelo Governo do Estado, ao mesmo tempo em que amplia as críticas às recentes decisões envolvendo o modelo econômico da Zona Franca de Manaus.

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