O fundador e controlador da Videolar Innova, Lírio Parisotto, se pronunciou pela primeira vez sobre o vazamento de estireno que mobilizou uma grande operação de emergência no Distrito Industrial de Manaus. Em manifestação pública nas redes sociais da empresa, o empresário pediu desculpas à população pelo forte odor provocado pelo incidente e afirmou que o sistema de segurança da unidade evitou uma explosão de grandes proporções.

A declaração ocorre enquanto a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) endureceu o tom e anunciou que exigirá informações detalhadas da empresa sobre as causas do acidente, as medidas de contenção adotadas e os possíveis reflexos do episódio na regularidade do projeto industrial instalado no Polo Industrial de Manaus.

Parisotto admite ebulição em tanque e pede desculpas

Ao comentar o episódio, Lírio Parisotto explicou que o incidente começou após um dos tanques de armazenamento entrar em ebulição, situação que acionou automaticamente o sistema de segurança da planta industrial.

Segundo ele, a abertura das válvulas de alívio foi necessária para impedir uma explosão, liberando vapores de estireno que rapidamente se espalharam pela região.

“Pedimos desculpas pelo odor característico do estireno. Um tanque entrou em ebulição, o sistema possui válvulas de segurança para não explodir e se abriram liberando vapor. Não tivemos nenhuma vítima na empresa que continua operando normalmente. Correções serão avaliadas e feitas para evitar novos inconvenientes”, declarou o empresário.

A manifestação é a primeira posição pública do controlador da empresa desde o acidente ocorrido na tarde de quarta-feira (15).

Suframa cobra esclarecimentos da empresa

Em nota oficial, a Suframa informou que acompanha o caso desde os primeiros momentos da ocorrência e manifestou solidariedade aos trabalhadores, familiares e demais pessoas afetadas pelo vazamento, cujos efeitos foram percebidos em diferentes regiões de Manaus.

A autarquia federal informou que solicitará oficialmente à Innova informações detalhadas sobre as providências adotadas para controlar o incidente, bem como sobre os impactos do episódio no funcionamento do empreendimento instalado no Distrito Industrial.

Embora acompanhe o caso, a Suframa ressaltou que a responsabilidade pela operação segura da unidade industrial é da própria empresa, conforme as licenças ambientais e operacionais em vigor.

Investigação ficará a cargo dos órgãos competentes

No comunicado, a Superintendência também destacou que a investigação das causas do vazamento e a avaliação de eventuais impactos ambientais, sanitários e relacionados à saúde dos trabalhadores são atribuições dos órgãos fiscalizadores competentes.

A autarquia informou que acompanhará integralmente o resultado dessas apurações e reforçou que a gestão do Distrito Industrial depende da atuação integrada entre órgãos federais, estaduais e municipais, principalmente em situações de emergência envolvendo produtos químicos.

Operação segue no Distrito Industrial

Enquanto a empresa presta esclarecimentos e os órgãos públicos iniciam a apuração do caso, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas mantém equipes no local realizando o resfriamento contínuo dos tanques para evitar um novo superaquecimento e impedir novas liberações de vapor de estireno.

O incidente mobilizou bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e brigadistas da própria empresa, provocou a evacuação de indústrias vizinhas, interdições no Distrito Industrial e deixou pessoas atendidas por equipes médicas após a exposição ao forte odor da substância.

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