Fachada de casarão histórico desaba em belém • Reprodução

A área atingida pelo desabamento parcial da fachada de um prédio histórico no Centro Comercial de Belém permanecerá interditada por tempo indeterminado. A medida foi anunciada pela prefeitura na noite desta segunda-feira (6) diante do risco de novos desabamentos na estrutura.

O imóvel está localizado no cruzamento da travessa 13 de Maio com a rua Padre Eutíquio. Parte da fachada desabou na segunda-feira, mobilizando equipes de emergência e órgãos responsáveis pela preservação do patrimônio histórico. Ninguém ficou ferido.

Desde a ocorrência, equipes da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e de outros órgãos acompanham a situação no local.

Segundo a prefeitura, a manutenção da interdição é necessária para garantir a segurança de moradores, comerciantes e pessoas que circulam pela região, além de permitir a execução dos serviços de escoramento da estrutura comprometida.

Trabalhos de contenção e retirada de entulhos

Os serviços de escoramento estão sendo realizados por uma empresa contratada pelo proprietário do imóvel e seguem sob fiscalização dos órgãos competentes.

Ao mesmo tempo, uma retroescavadeira foi utilizada para iniciar a retirada dos entulhos provocados pelo desabamento. Por causa do risco estrutural, lojas próximas continuam interditadas e diferentes trechos permanecem bloqueados.

As interdições atingem os seguintes pontos:

  • Travessa 13 de Maio com a travessa 7 de Setembro;
  • Travessa 13 de Maio com a travessa Campos Sales;
  • Travessa Padre Eutíquio com a rua Manoel Barata;
  • Travessa Padre Eutíquio com a rua João Alfredo.

A liberação da área dependerá das condições de segurança e da autorização dos órgãos responsáveis pelo acompanhamento da ocorrência.

Falta de manutenção e sobrecarga são investigadas

Uma avaliação preliminar realizada pelo arquiteto da Secretaria Municipal de Cultura (Semcult), Jorge Martins Pina, indica que uma combinação de problemas pode ter contribuído para o desabamento.

Entre as hipóteses analisadas estão a ausência de manutenção preventiva da edificação e uma possível sobrecarga provocada pelo armazenamento de mercadorias nos pavimentos superiores.

Durante a vistoria, técnicos também identificaram sinais de infiltração relacionados a uma calha danificada na cobertura. A situação pode ter reduzido gradualmente a resistência das paredes ao longo dos anos.

Outro ponto considerado na análise inicial é o possível uso dos andares superiores como depósito de mercadorias em quantidade acima da capacidade estrutural do casarão.

As causas definitivas, no entanto, somente serão determinadas após a conclusão das perícias técnicas. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (Crea-PA) e o Iphan também participam das avaliações.

Imóvel possui tombamento municipal e federal

De acordo com a Prefeitura de Belém, o prédio possui tombamento nas esferas municipal e federal, condição que exige procedimentos específicos para qualquer intervenção ou recuperação da estrutura.

A Polícia Militar mantém o isolamento em pontos próximos ao imóvel, em apoio ao Corpo de Bombeiros. O objetivo é impedir a aproximação de pedestres e veículos enquanto persistir o risco de novos desprendimentos.

A área continua sendo monitorada e somente deverá ser liberada após autorização dos órgãos técnicos responsáveis.

A Equatorial Pará informou que o desabamento não provocou danos à rede de distribuição de energia elétrica. A concessionária acrescentou que mantém equipes técnicas acompanhando a situação e poderá adotar novas medidas caso haja necessidade.

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