Gabriel Bortoleto posa para retrato antes do GP da Austrália de Fórmula 1 no Albert Park, em Melbourne (Foto: Martin Keep/AFP)

Mudanças de cargos e comandos fazem parte do “ecossistema” da Fórmula 1, e a Audi não escapou disso. Na última sexta-feira, após a saída de Jonathan Wheatley, a equipe suíça confirmou a contratação de um nome de peso para o cargo de diretor de corridas: Allan McNish. A chegada do veterano do automobilismo foi celebrada pelo brasileiro Gabriel Bortoleto, que disputa sua segunda temporada como piloto titular na F1 em 2026.

McNish é um nome já bem conhecido dentro da Audi e tem papel relevante na construção do projeto da montadora rumo à Fórmula 1. O escocês fez parte de momentos importantes da estrutura da equipe, incluindo sua atuação como chefe na Fórmula E até 2021, quando a marca optou por deixar a categoria. Antes de assumir funções de bastidores, McNish teve uma carreira consistente como piloto. Sua passagem pela Fórmula 1 aconteceu em 2002, defendendo a Toyota, mas foi no Mundial de Endurance (WEC) que ele realmente se destacou, com três vitórias nas 24 Horas de Le Mans e a conquista de um título mundial em 2013.

Confiança de Bortoleto na chegada

Gabriel Bortoleto expressou confiança na chegada de McNish: “O Allan eu já conheço há um bom tempo. É um cara a quem peço muitos conselhos, um piloto que teve muito sucesso na carreira dele. Ele tem muito a atribuir na equipe, está vindo nessa área para melhorar toda a estrutura da pista, ajudar a entender o que a gente pode fazer de melhor como equipe. Estou bem confiante de que ele vai atribuir bastante coisa positiva”.

O piloto também destacou a importância da mentalidade vitoriosa que McNish traz: “O ponto forte dele é que ele é um ex-piloto de muito sucesso, então tem essa mentalidade vitoriosa junto com a Audi. Sabe muito bem o que essa equipe é capaz de trazer e de ser. Acho que é muito importante ter um cara como ele, três vezes campeão de Le Mans, com essa mentalidade vitoriosa para trazer para uma equipe nova”.

Alívio para Mattia Binotto

No mês passado, Jonathan Wheatley deixou o comando da equipe alegando motivos pessoais. O dirigente britânico estava no cargo desde 2025 e foi uma peça central no processo de transição da Sauber para a Audi. Com a saída, Mattia Binotto passou a acumular funções dentro da estrutura, mantendo-se responsável pelo projeto da Audi na Fórmula 1 desde 2024.

A chegada de McNish surge como uma forma de “tirar o peso” do chefe de equipe. Segundo Bortoleto: “No final das contas, o Mattia é um ser humano. Não tem como ele cuidar de tudo. Ele tem essa responsabilidade enorme, mas com o Allan abaixo dele, ajudando a cuidar dessa área da pista, que é uma área que demanda muito tempo. A gente sabe que o maior trabalho a ser feito é o trabalho fora da pista. O trabalho na fábrica, no desenvolvimento do carro e do motor, onde ele precisa ter toda atenção”.

A contratação de McNish representa um reforço estratégico para a Audi, distribuindo responsabilidades e trazendo experiência vitoriosa para fortalecer o projeto da equipe na Fórmula 1.

Com informações de Lance!

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