
A cidade autônoma de Ceuta, território espanhol localizado no norte da África, enfrenta uma das maiores crises migratórias de sua história após a entrada em massa de imigrantes vindos do Marrocos. Segundo o presidente da cidade, Juan Vivas, ao menos 34 pessoas morreram durante a travessia, enquanto estimativas apontam que cerca de 60 mil migrantes chegaram ao enclave nos últimos dias, número equivalente a aproximadamente 70% da população local.
A pressão sobre os serviços públicos levou o governo espanhol a reforçar as operações de segurança e assistência humanitária. Grande parte dos migrantes atravessou a fronteira a nado ou por terra, provocando superlotação em centros de acolhimento e dificuldades no atendimento à população.
Governo espanhol reforça segurança e recebe apoio da União Europeia
Diante da crise, o primeiro-ministro Pedro Sánchez visitou Ceuta e classificou a entrada em massa de migrantes como uma violação da integridade territorial da Espanha. O governo mobilizou reforços das forças de segurança e das Forças Armadas para controlar a situação e ampliar a capacidade de resposta na cidade.
A União Europeia também manifestou apoio às autoridades espanholas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou o episódio como inaceitável e colocou o bloco à disposição para auxiliar no enfrentamento da crise. Entre as medidas em discussão está o eventual emprego da agência europeia de fronteiras, a Frontex, para reforçar o controle na região.
Com informações de Metrópoles







