
O candidato ao Governo do Amazonas David Almeida (Avante) colocou a expansão e a competitividade da Zona Franca de Manaus entre as propostas de seu plano de governo. Uma das principais medidas é a criação do Distrito Industrial III, nova área planejada para receber empresas, ampliar investimentos e preparar o Polo Industrial de Manaus (PIM) para novos ciclos de desenvolvimento.
A proposta integra o Eixo 2 do programa apresentado pelo candidato e prevê que a implantação seja precedida de estudos realizados em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) e a Prefeitura de Manaus.
Além de ampliar a área disponível para empreendimentos industriais, o projeto pretende aproximar fornecedores amazonenses das fábricas instaladas no Polo Industrial, buscando fazer com que uma parcela maior dos negócios movimentados pelo modelo econômico permaneça no próprio estado.
Segundo David, o planejamento do Distrito Industrial III deverá considerar uma infraestrutura adaptada às novas demandas do setor produtivo, incluindo sistema viário, drenagem, tratamento de efluentes, abastecimento de água e corredores ecológicos.
O projeto também prevê gás natural, fontes renováveis de energia, condomínios industriais e medidas voltadas à mobilidade e à segurança.
“Nós precisamos pensar a Zona Franca não apenas para os próximos quatro anos, mas para as próximas décadas. O Distrito Industrial III precisa nascer preparado para receber novas empresas, atrair investimentos e gerar empregos, incorporando sustentabilidade, energia limpa, mobilidade e infraestrutura moderna”, afirmou David.
Para o candidato, a ampliação da infraestrutura industrial deve funcionar como instrumento para manter o Amazonas competitivo na atração de novos investimentos e na geração de empregos.
Reforma Tributária entra no foco
Outra proposta apresentada no plano é a criação do Núcleo Estadual de Competitividade da Zona Franca de Manaus.
A estrutura teria entre suas atribuições acompanhar a implementação da Reforma Tributária e avaliar fatores capazes de afetar a competitividade das empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus.
A iniciativa busca criar um acompanhamento permanente das mudanças tributárias e econômicas que possam interferir nas vantagens comparativas do modelo Zona Franca.
Empresas amazonenses na cadeia do PIM
David Almeida também propõe o Programa Amazonas Fornecedor, direcionado às empresas locais com capacidade de fornecer produtos e serviços às indústrias do Polo Industrial.
A intenção é aumentar a participação de negócios amazonenses na cadeia de suprimentos das fábricas, reduzindo a necessidade de contratação de determinados fornecedores de outras regiões e ampliando a circulação de recursos dentro da economia estadual.
“Nós temos a nossa força, o nosso motor de desenvolvimento, que é a Zona Franca de Manaus. Mas precisamos fazer com que essa força gere ainda mais oportunidades para quem empreende no nosso Estado”, declarou.
Segundo David, o programa pretende aproximar empresas locais das indústrias e abrir novos mercados aos fornecedores do Amazonas.
“Com o Amazonas Fornecedor, vamos aproximar as empresas locais do nosso estado das indústrias da Zona Franca, abrir mercado para os nossos fornecedores e fazer com que mais empregos, negócios e riqueza sejam gerados e permaneçam no Amazonas”, completou.
As três iniciativas — Distrito Industrial III, Núcleo Estadual de Competitividade e Amazonas Fornecedor — fazem parte das propostas do candidato para fortalecer o modelo Zona Franca e ampliar os efeitos da atividade industrial sobre outros setores da economia amazonense.







