
O dólar opera em forte queda de 1,15% sobre o real, cotado a R$ 5,16, nesta quarta-feira (19/8). Na véspera, a moeda americana subiu 0,40%, a R$ 5,22.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), disparou na abertura do mercado. O indicador, às 10h30, avançava 2,24%, a 170 mil pontos. No dia anterior, ele anotou a 11ª baixa consecutiva.
Na avaliação de Emerson Junior, responsável pela mesa de câmbio da Convexa, a mudança radical de humor no mercado brasileiro foi resultado do anúncio feito nesta quarta-feira pelo Tesouro americano de aumento do volume de recompras de títulos públicos de longo prazo.
“Isso está fazendo com que as taxas dos títulos de 10 e 30 anos desabem”, diz o analista. “Tal movimento contagiou o mundo.”
Moedas fortes
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes (como o euro, o iene e a libra esterlina), registrava, às 10h40, baixa de 0,67%, aos 98,99 pontos. “A moeda americana também perde força na comparação com países emergentes, mas o real tem valorização acima da média”, afirma Junior.
Busca por emergentes
Rebecca Nossig, estrategista de ações da Nomad, observa que um reflexo da queda nos juros americanos é a perda de força do dólar frente a outras moedas. “Grande parte do capital mundial estava estacionada nos Estados Unidos aproveitando justamente aquelas taxas de juros altíssimas e extremamente seguras”, diz. “Quando o Tesouro atua para derrubar esses juros longos, o dólar perde parte do seu apelo. Isso faz com que investidores saiam de lá em busca de rentabilidade em mercados emergentes, como o Brasil.”
Ata do Fed
Além dos títulos dos Estados Unidos, outro fato importante na agenda desta quarta-feira é a divulgação, às 15 horas, da ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). A expectativa é que o documento traga mais informações sobre os motivos que levaram o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) a manter inalterada a taxa de juros americana (no intervalo entre 3,50% e 3,75%) na última reunião do Fomc, em julho.







