Fernando Frazão/Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta segunda-feira (20) que 158.745.463 brasileiros estão aptos a votar no primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro. O novo eleitorado representa um aumento de cerca de 2,3 milhões de pessoas em comparação com o pleito de 2022, crescimento de 1,46%. Neste ano, os eleitores irão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.

A Região Norte apresentou a maior expansão proporcional do país. O número de eleitores passou de 12,56 milhões para 13,1 milhões, avanço de 4,37%, elevando a participação da região para 8,26% do eleitorado nacional. O Centro-Oeste também registrou crescimento acima da média, com alta de 3,97%, seguido pelo Nordeste, que teve aumento de 2,69%.

Em contrapartida, o Sudeste, apesar de continuar reunindo o maior contingente de eleitores do país, foi a única região a registrar redução. O número de votantes caiu de 66,7 milhões para 66,3 milhões, recuo de 0,56%.

Entre os estados, Roraima liderou o crescimento proporcional do eleitorado, com alta de 9,63%. Na sequência aparecem Tocantins, com 8,07%, e Mato Grosso, com 6,84%. Já o Rio de Janeiro apresentou a menor variação entre os estados destacados, com crescimento de apenas 0,23%.

O levantamento do TSE também mostra um avanço significativo do número de brasileiros aptos a votar no exterior. O eleitorado residente fora do país chegou a 918.876 pessoas, aumento de 31,82% em relação às eleições de 2022, quando eram 697.078 eleitores.

São Paulo permanece como o maior colégio eleitoral do Brasil, com 34,1 milhões de eleitores, o equivalente a 21,48% do total nacional. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 16,3 milhões, Rio de Janeiro, com 12,8 milhões, Bahia, com 11,3 milhões, e Paraná, com 8,6 milhões. Juntos, esses cinco estados concentram mais da metade dos eleitores brasileiros.

Os dados também apontam mudanças no perfil do eleitorado. Houve redução expressiva no número de pessoas sem informação de raça ou cor no cadastro eleitoral, enquanto aumentou o total de eleitores que passaram a preencher a autodeclaração. O grupo de eleitores pardos quase dobrou, chegando a 16,9 milhões de pessoas. O número de eleitores pretos também cresceu, passando de 1,8 milhão para 3,5 milhões. Também foram registrados aumentos entre os eleitores que se autodeclaram brancos, indígenas e amarelos.

Outro destaque é o envelhecimento do eleitorado brasileiro. Pela primeira vez, pessoas com 60 anos ou mais representam 23,6% do total de eleitores, somando 37,4 milhões de cidadãos aptos a votar. O contingente aumentou em 4,5 milhões em relação às eleições de 2022. No sentido oposto, diminuiu a participação das faixas etárias entre 21 e 34 anos.

As mulheres seguem como maioria entre os eleitores brasileiros. Segundo o TSE, elas representam 83,9 milhões de pessoas, o equivalente a 52,84% do eleitorado. Os homens somam 74,8 milhões de eleitores.

Entre os mais jovens, o cadastro eleitoral reúne 3,57 milhões de eleitores com até 18 anos, o que corresponde a 2,25% do total nacional. Embora o número continue elevado, houve redução de 14,5% em comparação com o pleito anterior. O Nordeste concentra a maior quantidade de jovens eleitores, com cerca de 1,3 milhão, seguido pelas regiões Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste.

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