
Felipe se entregou à polícia nesta sexta-feira (21) e, em depoimento, admitiu ter participado das agressões. Segundo ele, deixou o local ao perceber a intensidade dos golpes e temer que Cláudio fosse morto.
De acordo com o relato, o entregador soube de um suposto roubo de bicicleta por volta da meia-noite, enquanto trabalhava pelas ruas de Copacabana. Outro entregador teria contado sobre o caso. Na sequência, um segurança armado com um taco de madeira chegou ao local e indicou onde estaria o homem suspeito do roubo.
Quando chegaram ao ponto indicado, os envolvidos encontraram Cláudio. Felipe afirmou que ajudou a derrubá-lo e desferiu quatro chutes contra o ciclista.
Segundo o depoimento, um dos seguranças passou a atingir Cláudio repetidamente com um taco, principalmente na região da cabeça.
Entregador diz que tentou questionar a vítima
Felipe relatou que chegou a perguntar a Cláudio sobre o suposto roubo da bicicleta, mas não recebeu resposta.
Ao perceber que as agressões continuavam, ele afirmou ter deixado o local por medo de que o ciclista morresse. Segundo o entregador, o segurança responsável pelos golpes estava “transtornado” e parecia estar “endemoniado”.
Felipe disse ainda que pensou em intervir, mas teve medo. Depois de deixar o local, continuou trabalhando normalmente até aproximadamente 3h da madrugada.
Em sua defesa, o entregador afirmou que não tinha intenção de matar Cláudio e negou que tenha segurado a vítima para facilitar as agressões cometidas pelos demais envolvidos.
Ele também alegou ter sido levado ao erro pela informação do segurança de que Cláudio seria o responsável pelo suposto roubo.
Bicicleta não foi encontrada
A bicicleta que teria sido roubada e que teria motivado a abordagem não foi localizada.
Cláudio Rafael Landeiro foi espancado em Copacabana e morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos. O caso é investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.







