Foto: Reprodução/Google Street View - 28.07.2026

A Polícia Nacional da Espanha investiga uma série de partos realizados por brasileiras em um hospital da província de Burgos, no centro-norte do país. As autoridades apuram as circunstâncias envolvendo cerca de 30 mulheres que residiam na Bélgica e em outros países do norte da Europa e que apresentaram características semelhantes durante o atendimento médico, levantando suspeitas de um possível esquema organizado.

A investigação teve início após a direção do Hospital Universitário de Burgos (HUBU) comunicar às autoridades um padrão considerado incomum entre as pacientes. Segundo informações repassadas pela Subdelegação do Governo em Burgos à Agência EFE, as mulheres haviam realizado o acompanhamento da gravidez em seus países de residência e viajavam à Espanha apenas nas últimas semanas de gestação, entre a 38ª e a 40ª semana, para uma consulta final ou para o parto.

Durante a análise dos prontuários, o hospital identificou que diversas pacientes informaram os mesmos endereços de residência na Espanha. Os imóveis ficam nas cidades de Medina de Pomar e Villarcayo, ambas localizadas na província de Burgos.

Outro elemento que chamou a atenção dos profissionais de saúde foi o fato de várias mulheres chegarem ao hospital acompanhadas pelo mesmo homem. A repetição desse padrão, somada à coincidência dos endereços informados e à proximidade entre os partos, levou a equipe de Ginecologia e Obstetrícia a comunicar a direção da unidade, que posteriormente acionou a polícia.

Segundo as autoridades, os primeiros casos começaram a ser identificados no início de maio. Com o aumento das ocorrências ao longo das semanas, o hospital decidiu encaminhar as informações aos investigadores no fim daquele mês.

Desde então, cerca de 30 brasileiras foram atendidas em circunstâncias semelhantes na unidade de saúde. No entanto, a polícia ressalta que as investigações ainda estão em andamento e que não há confirmação de que todos os casos façam parte de uma mesma organização ou estejam diretamente relacionados.

Até o momento, as autoridades espanholas não divulgaram detalhes sobre as possíveis infrações que estão sendo investigadas nem informaram se houve prisões ou indiciamentos. O objetivo da apuração é esclarecer se existe uma rede organizada por trás dos deslocamentos das gestantes e verificar se houve irregularidades relacionadas aos partos ou ao registro dos recém-nascidos.

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