Foto: REUTERS/Kylie Cooper

Os Estados Unidos e Israel avaliam realizar uma ampla ofensiva contra a infraestrutura energética do Irã nos próximos dias, segundo informações divulgadas pela emissora norte-americana CBS News nesta sexta-feira (31). De acordo com fontes ouvidas pelo canal, a operação poderá ocorrer ainda durante o fim de semana, caso receba a autorização final do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A eventual ação representaria uma das maiores campanhas militares já direcionadas ao setor energético iraniano desde o início do conflito entre os três países.

Segundo a reportagem, autoridades norte-americanas e israelenses discutem a execução coordenada dos ataques com o objetivo de atingir instalações estratégicas ligadas à produção, armazenamento e distribuição de energia do Irã. A expectativa seria concluir a operação antes da abertura dos mercados financeiros na próxima segunda-feira, reduzindo os impactos imediatos sobre o sistema econômico internacional e antecipando possíveis reações do mercado de petróleo.

Apesar do planejamento em andamento, as fontes afirmam que Donald Trump ainda não concedeu a autorização definitiva para o início dos bombardeios. A decisão depende de avaliações militares e diplomáticas realizadas pelo governo norte-americano diante da escalada das tensões na região.

A possível ofensiva ocorre em um momento de deterioração das negociações entre Washington e Teerã. Durante reunião de gabinete realizada em Camp David, no estado de Maryland, Trump afirmou estar “perdendo a fé” na possibilidade de um entendimento com o governo iraniano para encerrar o conflito.

Mesmo demonstrando ceticismo em relação às conversas diplomáticas, o presidente norte-americano declarou que ainda acredita na possibilidade de um acordo que possa colocar fim à guerra. Segundo ele, as sucessivas operações militares conduzidas pelos Estados Unidos nos últimos meses reduziram significativamente a capacidade de resposta das forças iranianas.

Durante a mesma reunião, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que o governo intensificou a busca por ativos financeiros ligados ao Irã em diferentes países. Segundo ele, os recursos eventualmente localizados e confiscados deverão ser destinados ao povo iraniano, embora não tenha detalhado como isso seria feito.

A possibilidade de ataques contra instalações energéticas amplia as preocupações da comunidade internacional sobre uma nova escalada do conflito. O setor de petróleo e gás é considerado um dos pilares da economia iraniana, e uma ofensiva contra essa infraestrutura poderá provocar impactos significativos na produção de energia do país e aumentar a instabilidade nos mercados globais.

Analistas também avaliam que uma ação desse porte pode provocar novas retaliações por parte do Irã, ampliando o risco de confrontos em outras regiões do Oriente Médio e afetando rotas estratégicas para o comércio internacional, como o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa da produção mundial de petróleo.

Até o momento, autoridades dos Estados Unidos e de Israel não divulgaram informações oficiais sobre um eventual cronograma para a operação, enquanto o governo iraniano também não comentou as informações divulgadas pela imprensa norte-americana. A expectativa permanece voltada para a decisão final da Casa Branca e para os desdobramentos das negociações diplomáticas nos próximos dias.

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