Romina Duarte/Agencia Press South/Getty Images

A ex-candidata à Presidência do Equador Luisa González foi presa nesta quinta-feira (22/10). A informação foi divulgada pelo ex-presidente equatoriano Rafael Correa, aliado político da ex-candidata.

Até o momento, as autoridades não esclareceram oficialmente o motivo da detenção. González é investigada no âmbito do caso conhecido como Caja Chica, que apura suspeitas de financiamento irregular da campanha presidencial de 2023.

Integrante do partido Revolução Cidadã, a política disputou a Presidência do Equador em 2023 e 2025, sendo derrotada nas duas ocasiões, no segundo turno, pelo atual presidente Daniel Noboa.

Investigação apura suspeitas de financiamento irregular

Em janeiro de 2026, a Fiscalía General del Estado, órgão responsável pelas investigações do Ministério Público equatoriano, realizou operações de busca na residência de Luisa González e em outros imóveis associados a integrantes do partido Revolução Cidadã.

A investigação busca esclarecer suspeitas de utilização de recursos financeiros não declarados durante a campanha presidencial de 2023.

Entre as hipóteses investigadas está a possível entrada de dinheiro em espécie proveniente da Venezuela para financiar atividades eleitorais no Equador.

As autoridades também apuram possíveis crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Na ocasião das buscas, González negou qualquer envolvimento em irregularidades e afirmou ser alvo de perseguição política.

Motivo da prisão ainda não foi confirmado

Apesar da existência da investigação sobre financiamento eleitoral, não há confirmação oficial de que a prisão desta quinta-feira esteja diretamente relacionada ao caso Caja Chica.

Também não foram divulgados detalhes sobre a ordem de detenção ou eventuais acusações formalizadas contra a ex-candidata.

A prisão ocorre em meio às disputas políticas entre o governo de Daniel Noboa e integrantes da Revolução Cidadã, movimento associado ao ex-presidente Rafael Correa.

As circunstâncias da detenção e os possíveis desdobramentos judiciais ainda dependem de esclarecimentos das autoridades equatorianas.

Com informações de Metrópoles
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