Tempestade mais forte do mundo, supertufão Champi atinge ventos de 296 km/h

O supertufão Champi alcançou ventos sustentados de aproximadamente 296 km/h no Oceano Pacífico Ocidental, na terça-feira (20/10), segundo informações do Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC). O fenômeno foi apontado como a tempestade tropical mais intensa registrada no mundo em 2026, considerando a velocidade dos ventos.

Classificado como um ciclone tropical de categoria 5, o nível máximo da escala Saffir-Simpson, o Champi ganhou intensidade devido às condições favoráveis no oceano, especialmente às elevadas temperaturas da superfície da água.

O sistema meteorológico avança pelo Pacífico Ocidental e representa uma ameaça potencial a áreas da Ásia, incluindo Japão, Filipinas, Taiwan e China, dependendo de sua trajetória e evolução.

Segundo o Sistema Global de Alerta e Coordenação de Desastres (GDACS), a intensidade dos ventos, a quantidade de pessoas potencialmente expostas e a vulnerabilidade das regiões atingidas podem resultar em impactos humanitários significativos.

Pressão atmosférica indica intensidade extrema

Dados meteorológicos do JTWC apontaram que a pressão atmosférica no centro do supertufão chegou a aproximadamente 895 hectopascais (hPa) na terça-feira.

Esse valor é característico de ciclones tropicais extremamente intensos. Em geral, quanto menor a pressão atmosférica no centro de um sistema dessa natureza, maior pode ser sua intensidade.

Como comparação, o furacão Polo, registrado anteriormente no Pacífico Oriental, apresentou pressão central estimada em 892 hPa.

O fortalecimento do Champi está associado à disponibilidade de energia térmica nas águas oceânicas, que favorece a formação de nuvens de tempestade e a intensificação dos ventos.

Apesar da elevada intensidade, os impactos sobre áreas habitadas dependem de fatores como a trajetória do ciclone, sua velocidade de deslocamento e possíveis mudanças de intensidade antes de alcançar regiões costeiras.

Mudanças no olho do tufão podem alterar sua intensidade

Durante seu desenvolvimento, o Champi apresentou alterações na estrutura do olho, região central do ciclone caracterizada por condições relativamente mais calmas.

Ao redor dessa área fica a chamada parede do olho, formada por nuvens densas e tempestades, onde normalmente se concentram os ventos mais intensos e as precipitações mais fortes.

Em ciclones de grande intensidade, pode ocorrer um fenômeno conhecido como ciclo de substituição da parede do olho. Nesse processo, uma segunda estrutura de tempestades se forma ao redor da parede original e pode substituí-la gradualmente.

Essa reorganização pode provocar mudanças temporárias na força dos ventos e na extensão da área atingida pela tempestade.

As autoridades meteorológicas continuam acompanhando a evolução do Champi para avaliar possíveis riscos de ventos destrutivos, chuvas intensas e elevação do nível do mar nas regiões que possam ser afetadas.

Com informações de Metrópoles
Artigo anteriorOutubro Rosa: SulAmérica distribui 50 mil vouchers de mamografia para mulheres que não estão com o exame preventivo em dia
Próximo artigoÂmbar Energia investe R$ 2,5 milhões para reduzir risco de quedas de energia nas zonas Norte e Oeste de Manaus