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A Polícia Federal da Alemanha prendeu, nesta quinta-feira (22/10), um cidadão ucraniano suspeito de coletar informações militares alemãs e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para um serviço de inteligência da Rússia.

O investigado foi identificado pelas autoridades como Vadym Y. A prisão ocorreu após a expedição de um mandado solicitado pelo Ministério Público Federal alemão.

Segundo a procuradoria, o homem é fortemente suspeito de atuar em favor de um serviço de inteligência estrangeiro, identificado pelas autoridades como russo.

As investigações apontam que Vadym mantinha contato com representantes da inteligência russa desde, pelo menos, julho de 2025, por intermédio de outra pessoa.

Suspeito teria coletado informações sobre armamentos e instalações militares

De acordo com o Ministério Público alemão, o investigado teria reunido informações estratégicas relacionadas à indústria de defesa e à estrutura militar da Alemanha, em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia.

Entre os dados que teriam sido alvo da espionagem estão informações sobre a fabricação de veículos blindados, munições e explosivos.

As autoridades também investigam a possível obtenção de informações sobre militares e instalações vinculadas à proteção do flanco leste da Otan, região considerada estratégica para a defesa dos países integrantes da aliança.

Conforme a acusação, Vadym teria procurado e recrutado pessoas ligadas à indústria europeia de armamentos para obter acesso a informações de interesse militar.

A procuradoria sustenta que os dados seriam destinados a um serviço de inteligência russo. As suspeitas ainda dependem de apuração judicial.

Justiça alemã avaliará prisão preventiva

O cidadão ucraniano deverá ser apresentado nesta sexta-feira (23/10) a um juiz de instrução da Justiça Federal alemã.

Durante a audiência, o magistrado deverá analisar a situação do investigado e decidir sobre a manutenção da prisão preventiva.

A investigação ocorre em um contexto de preocupação das autoridades europeias com possíveis atividades de espionagem relacionadas à guerra na Ucrânia, iniciada com a invasão russa em larga escala em fevereiro de 2022.

Até o momento, não foram divulgadas informações sobre uma eventual manifestação da defesa do suspeito.

Com informações de Metrópoles
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