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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, na quarta-feira (22), os empresários Rogério Vieira, José Maurício Volpato e Marcelo Liranco Arantes, ex-sócios da Naskar Gestão de Ativos Ltda., fintech investigada por um suposto esquema de fraude que teria causado prejuízo superior a R$ 900 milhões a cerca de 3 mil investidores em todo o país.

Rogério Vieira foi localizado enquanto dirigia um carro de luxo em uma via da capital paulista. Já Marcelo Liranco Arantes teve apreendida uma picape Ford F-150 Raptor, avaliada em aproximadamente R$ 500 mil.

Segundo a investigação, nenhum dos três ofereceu resistência à prisão e todos optaram por permanecer em silêncio durante os depoimentos.

Operação apreendeu dinheiro e equipamentos

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais também apreenderam R$ 150 mil em espécie, quantias em dólares e euros, além de celulares, computadores e documentos que serão analisados ao longo das investigações.

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) informou que, por se tratar de prisões decorrentes de mandados judiciais, as audiências de custódia têm como finalidade apenas verificar a legalidade do cumprimento das ordens de prisão.

Além dos ex-sócios da fintech, o empresário Douglas Silva de Oliveira, apontado como comprador da Naskar, também teve as contas bancárias bloqueadas por decisão da Justiça paulista.

Investigados teriam mudado de endereço para evitar localização

De acordo com a Polícia Civil, os investigados trocaram de endereço diversas vezes desde o início das investigações, em maio deste ano, comportamento que, segundo os investigadores, indicava tentativa de dificultar a localização pelas autoridades.

Mesmo diante do prejuízo estimado em quase R$ 1 bilhão, os ex-sócios estariam vivendo em condomínios de alto padrão no estado de São Paulo. Um deles foi localizado na Riviera de São Lourenço, em Bertioga.

Entenda o caso

Com cerca de 13 anos de atuação, a Naskar Gestão de Ativos captava recursos de investidores prometendo rendimentos de 2% ao mês, percentual superior ao normalmente praticado pelo mercado financeiro.

Até maio deste ano, os pagamentos eram realizados regularmente. No entanto, os rendimentos previstos para o dia 4 de maio deixaram de ser pagos, e os investidores passaram a relatar dificuldades para entrar em contato com os responsáveis pela empresa.

Poucos dias depois, o aplicativo utilizado pelos clientes deixou de funcionar e a empresa desocupou sua sede sem informar os investidores.

Posteriormente, foi anunciada a suposta venda da Naskar para a empresa norte-americana Azara Capital, que teria assumido o compromisso de ressarcir os clientes. Segundo as investigações, porém, os pagamentos nunca ocorreram e a empresa apresentou diversas inconsistências cadastrais e operacionais.

Até o momento, os investidores seguem sem previsão de recuperação dos valores aplicados, enquanto a Polícia Civil prossegue com as investigações para apurar a responsabilidade dos envolvidos.

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