Mohamad Salaheldin Abdelg Alsayed/Anadolu via Getty Images

A França registrou um aumento de 29,1% no número de mortes entre os dias 22 e 29 de junho, período marcado pelo auge da intensa onda de calor que atingiu o país. De acordo com a agência de saúde pública Santé Publique France, foram estimadas 2.025 mortes a mais em comparação com a semana anterior, sendo que 62% dos óbitos ocorreram na região de Paris.

O levantamento atualiza um balanço preliminar divulgado anteriormente, que apontava cerca de mil mortes acima da média. A agência ressalta que os dados ainda são parciais, pois consideram apenas os atestados de óbito eletrônicos, que representam pouco mais da metade dos registros no país.

Segundo a ministra da Saúde, Stéphanie Rist, houve um aumento de 91% nas mortes ocorridas dentro de casa durante o período. Além disso, atendimentos médicos por insolação cresceram seis vezes e os casos de desidratação quadruplicaram em relação à semana anterior.

Incêndios florestais agravam situação no sul do país

Além dos impactos na saúde, a onda de calor favoreceu incêndios florestais precoces e de grandes proporções no sul da França. Milhares de bombeiros foram mobilizados para combater as chamas, que provocaram evacuações de campings, interdição de rodovias e danos a residências.

Desde o início da temporada, aproximadamente 8.700 hectares de vegetação já foram destruídos pelo fogo. O maior incêndio continua atingindo os departamentos de Aude e Hérault, onde cerca de 900 hectares foram consumidos.

As autoridades atribuem a rápida propagação das chamas à combinação de temperaturas elevadas, ventos fortes e vegetação ressecada após as chuvas da primavera. Segundo estimativas oficiais, cerca de 90% dos incêndios florestais têm origem em ações humanas.

Com informações de Metrópoles

Artigo anteriorIrã inicia cerimônias de despedida do aiatolá Ali Khamenei neste sábado
Próximo artigoGoverno Lula apresenta proposta aos EUA para tentar evitar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros