
A ameaça de uma greve geral dos rodoviários em Manaus, que poderia paralisar 100% da frota de ônibus na próxima segunda-feira (18), foi suspensa temporariamente após uma articulação entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Rodoviários. A decisão foi anunciada pelo presidente da categoria, Givancir Oliveira, após confirmação de uma reunião entre as partes marcada para a próxima quarta-feira (20), na sede do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU).
A possível paralisação vinha sendo tratada como iminente pelos trabalhadores diante do impasse nas negociações salariais, que já se arrastam há cerca de quatro meses. Segundo o sindicato, a categoria reivindica reajuste salarial de 12%, manutenção dos cobradores nos ônibus e aumento no valor pago aos profissionais que acumulam dupla função no sistema de transporte coletivo.
De acordo com Givancir Oliveira, o Sinetram teria oferecido apenas 2% de reajuste, proposta considerada insuficiente pelos trabalhadores. O dirigente sindical afirmou que, apesar da suspensão momentânea da greve, a categoria segue em estado de alerta.
“Se depois dessa reunião não houver nada que decida sobre o aumento da categoria, a greve será inevitável”, declarou.
Além da pauta salarial, outro ponto de tensão envolve a permanência dos cobradores no sistema de transporte coletivo de Manaus. O sindicato teme novas reduções no quadro de trabalhadores e reforçou a mobilização da categoria para defender os empregos.
O presidente da entidade convocou os rodoviários para uma assembleia na próxima segunda-feira, na sede do sindicato, com reuniões previstas para às 9h e às 15h. O encontro vai debater os rumos das negociações e as estratégias da categoria diante da possibilidade de paralisação.
Caso a greve seja retomada, milhares de passageiros poderão ser diretamente afetados na capital amazonense, principalmente trabalhadores e estudantes que dependem diariamente do transporte público.







