
A presença de atletas com mais de 35 anos na Copa do Mundo de 2026 reacende um debate frequente entre torcedores: existe uma idade em que um jogador passa a ser considerado velho para atuar profissionalmente?
Segundo especialistas, não há um limite etário definido. Embora o envelhecimento provoque mudanças naturais no organismo, a permanência em alto nível depende principalmente da condição física, do histórico de lesões e da capacidade de recuperação de cada atleta.
Estudos mostram que o auge físico dos jogadores de futebol costuma ocorrer entre os 25 e os 27 anos. No entanto, os avanços na medicina esportiva, na preparação física e na nutrição têm permitido que muitos atletas prolonguem a carreira sem perder competitividade.
Além do condicionamento físico, fatores como experiência, inteligência tática e adaptação dos treinamentos ajudam a compensar parte das alterações provocadas pelo envelhecimento, permitindo que alguns jogadores mantenham alto rendimento mesmo após os 35 anos.
De acordo com o médico do esporte Pablius Braga, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo, a longevidade no futebol está diretamente ligada à forma como o atleta adapta sua preparação ao longo da carreira.
“A partir de determinada fase, o atleta não precisa treinar menos, mas adequar o treinamento para manter resistência, força e recuperação compatíveis com as exigências da temporada”, explica.
Com o passar dos anos, o organismo sofre mudanças que podem impactar o desempenho esportivo. Entre elas estão a redução da massa muscular, a diminuição das fibras responsáveis pelos movimentos explosivos, recuperação mais lenta após esforços intensos e maior predisposição a dores e lesões.
Essas alterações, porém, não impedem a prática profissional. Segundo os especialistas, acompanhamento médico, planejamento dos treinos, alimentação equilibrada, sono de qualidade e estratégias de prevenção de lesões são fundamentais para preservar o rendimento.
Na prática, o fator que mais costuma limitar a carreira de um jogador não é a idade, mas o acúmulo de lesões e a dificuldade de suportar o ritmo intenso das competições.
Para o ortopedista Marco Aurélio, do Hospital Samaritano Barra, no Rio de Janeiro, não existe uma idade ideal para encerrar a carreira.
“A longevidade da carreira vai ser reflexo dos cuidados adotados durante toda a trajetória do atleta”, afirma.
Segundo o especialista, jogadores que mantêm boa preparação física, alimentação adequada, rotina de sono e acompanhamento constante da saúde tendem a prolongar a carreira por mais tempo. Em contrapartida, lesões musculares frequentes e dores persistentes costumam ser os principais sinais de que o desgaste físico começa a comprometer o desempenho competitivo.
Com informações de Metrópoles







