
Pelo menos 11 pessoas morreram e outras 19 seguem desaparecidas após um incêndio florestal de grandes proporções atingir a província de Almería, no sul da Espanha. O fogo, que continua fora de controle nesta sexta-feira (10), também deixou quatro pessoas gravemente feridas e já é considerado um dos incêndios mais letais da história recente do país.
As chamas começaram em uma área de vegetação próxima à cidade de Los Gallardos e se espalharam rapidamente em direção ao município vizinho de Bédar, impulsionadas pelos ventos fortes e pelas altas temperaturas. O avanço do incêndio obrigou as autoridades a evacuarem dezenas de moradores e turistas das localidades afetadas.
Equipes do Corpo de Bombeiros seguem mobilizadas para conter o fogo, enquanto forças de emergência realizam buscas pelas pessoas que continuam desaparecidas. As operações enfrentam dificuldades devido às condições climáticas e à rápida propagação das chamas.
Segundo Daniel Jackson, gerente de um camping localizado nas proximidades da área atingida, a polícia retirou todos os ocupantes do local por precaução, diante do risco de o incêndio alcançar a região.
As autoridades da Andaluzia informaram que a população havia sido orientada a permanecer em casa enquanto as equipes de emergência organizavam a evacuação das áreas de risco. No entanto, de acordo com o chefe de emergências da região, Antonio Sanz, parte das vítimas morreu ao tentar deixar o local por conta própria.
Ainda segundo Sanz, a maioria dos mortos seria formada por estrangeiros que não seguiram as orientações das autoridades durante a operação de evacuação.
Quatro vítimas foram encontradas mortas dentro de um veículo. Conforme as equipes de resgate, o automóvel possuía volante do lado direito, característica que indica que seus ocupantes provavelmente eram cidadãos britânicos.
Outras sete pessoas morreram após abandonarem seus veículos e tentarem fugir a pé por uma rota que não fazia parte do plano oficial de evacuação, acabando cercadas pelas chamas.
Enquanto o incêndio permanece ativo, o governo regional voltou a pedir que moradores e visitantes sigam rigorosamente as orientações das equipes de emergência e evitem deslocamentos sem autorização, medida considerada fundamental para reduzir o risco de novas vítimas.
As primeiras investigações apontam que o incêndio pode ter começado após a queda de um cabo de energia sobre uma área de vegetação seca. As condições climáticas, marcadas por calor intenso, baixa umidade e ventos fortes, favoreceram a rápida propagação do fogo.
Na quinta-feira (9), o prefeito de Los Gallardos, Francisco Reyes, classificou o incêndio como “aterrorizante” e afirmou que a prioridade das autoridades continua sendo proteger vidas e controlar o avanço das chamas, enquanto as equipes de combate ao fogo permanecem mobilizadas na região.







