
As Filipinas e a Austrália confirmaram novos casos de gripe aviária causados por variantes da família H5, reforçando o alerta das autoridades sanitárias para o monitoramento da doença em aves domésticas e silvestres. Os registros foram divulgados nesta sexta-feira (10) e não envolvem, até o momento, transmissão para seres humanos.
Nas Filipinas, um foco de influenza aviária de alta patogenicidade (H5N1) foi identificado em um plantel de aves de criação de fundo de quintal na província de Oriental Mindoro. A notificação foi encaminhada à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) pelas autoridades sanitárias do país.
Segundo o relatório, o vírus foi detectado em um grupo de 39 aves no município de Calapan. Como medida para conter o avanço da doença, todas as aves do plantel foram abatidas, seguindo os protocolos internacionais de controle sanitário.
Na Austrália, as autoridades anunciaram a primeira detecção da cepa H5 em uma ave marinha nativa. Até então, os casos registrados no país estavam restritos a aves migratórias oriundas da região subantártica, tornando a nova ocorrência motivo de preocupação para os órgãos de vigilância.
O governo australiano classificou o episódio como um “desenvolvimento preocupante”, já que é a primeira vez que o vírus é identificado em uma espécie nativa do país. Além desse caso, também foram confirmadas mais duas infecções no estado da Austrália do Sul e uma na Austrália Ocidental, elevando para 12 o número de registros da doença em território australiano.
Apesar do aumento das notificações, o governo informou que não há indícios de mortalidade em massa entre aves silvestres nem sinais de disseminação do vírus para granjas comerciais, cenário que continua sendo monitorado pelas autoridades veterinárias.
A influenza aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e selvagens. Entre as variantes conhecidas, a cepa H5N1 está entre as mais preocupantes devido à elevada capacidade de transmissão entre aves e à alta taxa de mortalidade nos plantéis. A infecção ocorre, principalmente, pelo contato com secreções respiratórias e fezes de animais contaminados.
Embora os casos em humanos sejam considerados raros, a circulação do vírus preocupa autoridades de saúde e o setor avícola por causa do potencial impacto econômico. Sempre que um foco é confirmado, países importadores podem adotar restrições temporárias à compra de carne de aves e outros produtos avícolas, conforme os protocolos sanitários internacionais.
As Filipinas figuram entre os compradores da carne de frango brasileira. De acordo com dados do Ministério da Agricultura, o país asiático importou 264 mil toneladas do produto do Brasil em 2025. Já a Austrália não realiza importações de carne de frango brasileira.
As autoridades sanitárias dos dois países seguem intensificando a vigilância epidemiológica para evitar a propagação da doença e reduzir os riscos para a produção avícola e para o comércio internacional.







