
Uma onda de calor intenso, associada à seca e aos ventos fortes, tem agravado os incêndios florestais em diferentes regiões da Europa. França, Espanha e Itália enfrentam grandes focos de fogo, com milhares de hectares destruídos, evacuações de moradores e crescente pressão sobre as equipes de combate às chamas.
Na França, sindicatos de bombeiros alertam para o desgaste físico e emocional dos profissionais após a morte de três agentes em apenas 15 dias. Apesar das preocupações, o governo afirma que os recursos disponíveis seguem suficientes para enfrentar a emergência.
França, Espanha e Itália enfrentam grandes incêndios
No sul da França, o departamento de Var permanece em situação crítica. Um incêndio já consumiu cerca de 2,5 mil hectares, atingiu dezenas de residências e obrigou centenas de moradores a deixarem suas casas. Desde o início do ano, mais de 42 mil hectares foram queimados no país, superando o recorde registrado para o mesmo período em 2022.
Na Espanha, um incêndio na província de Guadalajara destruiu aproximadamente 32 mil hectares e provocou a evacuação de cerca de 1,2 mil pessoas em 40 localidades. O governo espanhol atribui o aumento dos grandes incêndios aos efeitos das mudanças climáticas e informou que o país já contabiliza 22 ocorrências de grande porte em 2026.
Na Itália, a Sicília enfrenta mais de mil focos de incêndio desde o último fim de semana. As altas temperaturas, que ultrapassam os 40°C em diversas áreas, favoreceram a propagação das chamas, levando à retirada de moradores, ao resgate de pacientes de uma clínica e à interrupção do abastecimento de água em cerca de 20 municípios. Especialistas alertam que a ilha está entre as regiões europeias mais vulneráveis ao avanço da desertificação em razão das mudanças climáticas e da redução das chuvas.
Com informações de Metrópoles







