
A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) afirmou nesta terça-feira (8) que navios atracados em portos do Kuwait e do Bahrein que tenham americanos a bordo poderão ser alvo de ataques. A ameaça ocorre em meio à escalada das hostilidades entre Teerã e Washington na região do Estreito de Ormuz.
Em comunicado divulgado pela mídia estatal iraniana, a força naval da Guarda Revolucionária orientou as tripulações das embarcações a deixarem os navios, diante da possibilidade de novos ataques.
A declaração veio após o comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, major-general Ali Abdollahi Aliabadi, afirmar que o Irã responderá caso seus petroleiros sejam novamente atacados.
“Qualquer ataque a petroleiros iranianos resultará em ataques contra bases dos EUA na região”, afirmou o militar, segundo a imprensa estatal.
EUA atacam petroleiros iranianos
Nesta terça-feira, forças dos Estados Unidos atacaram vários petroleiros iranianos nas proximidades da Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz, segundo informações de autoridades americanas.
A região se tornou um dos principais pontos de tensão no conflito. Os Estados Unidos vêm concentrando operações militares na área, com ataques contra alvos próximos ao estreito, além de operações de escolta para navios comerciais.
Washington também mantém um bloqueio naval aos portos iranianos como parte da estratégia de aumentar a pressão econômica sobre o governo de Teerã.
Escalada no Estreito de Ormuz
A nova ameaça acontece após uma série de confrontos entre os dois países. No fim de semana, forças americanas atacaram três petroleiros iranianos, em uma ação apresentada pelos EUA como resposta a ataques realizados pelo IRGC.
Segundo as informações divulgadas, a Guarda Revolucionária havia lançado mísseis balísticos contra dois navios de guerra americanos na região.
O aumento das hostilidades preocupa devido à importância estratégica do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas utilizadas para o transporte mundial de petróleo e gás.
A ameaça iraniana contra embarcações em portos aliados dos Estados Unidos amplia o risco de que o conflito ultrapasse as águas do estreito e atinja bases e interesses americanos em outros países do Oriente Médio.







