Fumaça sobe em Khan Younis no sul da Faixa de Gaza • 30/10/2025 REUTERS/Ramadan Abed

O governo de Israel aprovou neste domingo (26) o marco legal que permitirá a entrada de uma força multinacional de segurança na Faixa de Gaza, conforme previsto no plano de cessar-fogo apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A decisão foi tomada pelo gabinete de segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que embarca nesta segunda-feira (27) para Washington, onde se reunirá com Trump na terça-feira (28).

Missão terá participação de países aliados

Segundo uma autoridade israelense, a missão será denominada Força Internacional de Estabilização e contará inicialmente com cerca de 200 integrantes de países considerados aliados de Israel, entre eles Uganda e Marrocos.

Os militares atuarão em áreas da Faixa de Gaza que não estão sob controle israelense. Ainda de acordo com a autoridade, cada contingente precisará de autorização individual do governo de Israel para ingressar no território.

Até o momento, não foi divulgada uma data para o início da operação.

Plano de paz segue parcialmente paralisado

A criação da força faz parte do plano de paz apresentado por Donald Trump após a assinatura de um acordo de cessar-fogo em outubro.

A proposta prevê o aumento da ajuda humanitária, a administração civil de Gaza por tecnocratas palestinos, o desarmamento do Hamas e a retirada das tropas israelenses do território.

Apesar disso, parte das medidas permanece sem implementação. O grupo de tecnocratas responsável pela administração civil, denominado Comitê Nacional para a Administração de Gaza, ainda não assumiu suas funções na região.

Situação permanece crítica em Gaza

Após dois anos de ofensiva militar israelense iniciada em resposta aos ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, grande parte da Faixa de Gaza permanece destruída.

Segundo informações divulgadas, Israel controla atualmente cerca de 64% do território, enquanto a maior parte da população, estimada em aproximadamente 2 milhões de pessoas, vive concentrada em uma estreita faixa litorânea sob domínio do Hamas, em barracas improvisadas ou edifícios danificados.

O Hamas continua se recusando a entregar suas armas, enquanto Israel informou que pretende ampliar sua área de controle para cerca de 70% da Faixa de Gaza, mantendo operações militares frequentes na região.

Conselho de Paz coordenará implementação

O plano apresentado por Trump também prevê a criação de um Conselho de Paz, que será responsável por supervisionar a implementação do acordo e coordenar a atuação da força internacional.

Segundo representantes do conselho, uma zona humanitária piloto está em fase de planejamento para dar início às ações previstas no projeto.

O enviado de Trump ao Conselho de Paz para Gaza, Nickolay Mladenov, elogiou a decisão do governo israelense.

Segundo ele, a medida representa um passo importante para estabilizar Gaza, apoiar o processo de desmilitarização e permitir a transição para uma administração civil palestina.

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