
A Justiça manteve a prisão preventiva da advogada e influenciadora Deolane Bezerra e de outros cinco investigados no âmbito da Operação Vérnix, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi tomada em agosto, após a reavaliação da necessidade de manutenção das prisões preventivas.
Ao analisar o caso, o magistrado considerou a gravidade das condutas atribuídas aos investigados e afirmou que a medida deveria ser mantida.
“A manutenção da prisão preventiva impõe-se como providência indeclinável e proporcional à gravidade concreta das condutas imputadas aos acusados”, destacou o juiz.
Deolane foi presa em 21 de maio, após investigações que apontam uma suposta ligação entre ela e a estrutura financeira investigada. A defesa da influenciadora foi procurada para comentar o caso, mas, conforme as informações divulgadas, ainda não havia apresentado retorno.
Ministério Público aponta três núcleos de atuação
De acordo com a denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), o suposto esquema de lavagem de dinheiro estaria organizado em três núcleos: decisório, operacional e financeiro.
O núcleo decisório seria composto por Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, apontados como responsáveis pelas decisões da estrutura investigada.
O segundo grupo seria responsável pelas atividades operacionais, enquanto o terceiro atuaria na movimentação financeira dos recursos.
Na denúncia, Deolane é apontada como uma das principais integrantes do suposto núcleo financeiro. O Ministério Público sustenta que ela teria utilizado contas bancárias vinculadas a si e a empresas relacionadas a seu nome para ocultar ou dissimular valores de origem ilícita, além de converter recursos em bens de elevado valor econômico.
As acusações fazem parte da investigação e deverão ser analisadas no decorrer do processo judicial.
Parentes de Marcola seguem foragidos
A decisão também determinou a continuidade das diligências para localizar Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho, apontados como sobrinhos de Marcola.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, os dois permanecem foragidos. As autoridades continuam as buscas para cumprir as medidas judiciais determinadas contra os investigados.
Entenda a Operação Vérnix
A Operação Vérnix foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Civil paulista.
A investigação apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de capitais supostamente vinculadas à estrutura financeira do PCC.
Entre os alvos dos mandados de prisão citados nas informações do caso estão Deolane Bezerra, Everton de Souza, conhecido como Player e apontado como possível operador financeiro, Alejandro Camacho, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e o próprio Marcola.
A apuração busca esclarecer a participação de cada investigado e o funcionamento do suposto esquema. As acusações ainda dependem da análise da Justiça, e a responsabilidade criminal dos envolvidos deve ser definida no processo.







