O segundo vice-presidente do União Brasil no Amazonas, Marcellus Campêlo, reagiu à ação judicial movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contra dispositivos da regulamentação da Reforma Tributária ligados à Zona Franca de Manaus (ZFM). Para o ex-secretário estadual, a iniciativa representa uma ameaça a um modelo econômico considerado estratégico para o Amazonas e para o país.

Campêlo afirmou ver “com estranheza” a ofensiva da entidade paulista contra mecanismos que garantem incentivos fiscais às empresas instaladas na Zona Franca. A ação questiona trechos da Lei Complementar nº 214/2025 relacionados aos créditos presumidos do IBS e da CBS destinados ao modelo econômico amazonense.

Ao comentar o assunto, Marcellus ressaltou que a Zona Franca possui proteção constitucional e desempenha papel fundamental tanto na economia quanto na preservação ambiental da Amazônia.

Segundo ele, os números recentes demonstram a força do Polo Industrial de Manaus mesmo diante de crises econômicas, pandemia, problemas logísticos e períodos severos de estiagem.

De acordo com os dados citados pelo dirigente do União Brasil, o faturamento do Polo Industrial saltou de R$ 93 bilhões, em 2018, para R$ 227 bilhões em 2025. No mesmo período, o número de empregos diretos passou de 88 mil para 131 mil trabalhadores.

“Esse modelo gera emprego, movimenta a economia, atrai investimentos e mantém a floresta em pé”, destacou Marcellus Campêlo ao defender a manutenção dos incentivos da Zona Franca de Manaus.

Pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026, Campêlo também afirmou que qualquer tentativa de enfraquecer a ZFM precisa ser enfrentada de forma firme pelas lideranças políticas e empresariais do Amazonas.

A manifestação ocorre em meio à mobilização de representantes políticos e do setor produtivo amazonense em defesa do modelo econômico, considerado um dos principais responsáveis pela geração de emprego e arrecadação no estado.

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