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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) voltou a se manifestar nas redes sociais nesta sexta-feira (3) em defesa da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs). Na publicação, ela afirmou que a causa da comunidade surda deve estar “acima de qualquer ideologia ou partido”.

A declaração foi feita um dia após Michelle elogiar a política implementada pelo Ministério da Educação (MEC) e afirmar que a iniciativa representa a realização de um sonho para a comunidade surda.

Segundo a ex-primeira-dama, sua atuação pública sempre foi voltada à defesa das pessoas com deficiência.

“Sempre fui uma defensora das pessoas com deficiência. Essa é uma pauta do meu coração. Ela está acima de qualquer ideologia ou partido”, escreveu.

Michelle também citou o ex-presidente Jair Bolsonaro como exemplo de que políticas públicas voltadas à inclusão devem ser avaliadas pelos benefícios à população. Ela lembrou que, durante seu governo, Bolsonaro sancionou a Lei Amália Barros, que reconhece a visão monocular como deficiência sensorial, embora o projeto tenha sido apresentado por um parlamentar do PT.

Michelle atribui origem da política ao governo Bolsonaro

Na publicação, Michelle afirmou que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos teve origem durante a gestão Bolsonaro. Segundo ela, a iniciativa não foi implementada à época devido a uma ação judicial.

Para a ex-primeira-dama, o mais importante é que a comunidade surda seja beneficiada, independentemente do governo responsável pela execução da política.

“O mais importante não é quem apresentou a política, mas sim quem se beneficia dela — a Comunidade Surda! Eles estão de parabéns!”, declarou.

Declaração repercute em meio a tensão no PL

A manifestação gerou repercussão entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais, por ocorrer após Michelle elogiar uma política implementada durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A nova publicação também acontece em meio às recentes divergências entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Nos últimos dias, a ex-primeira-dama afirmou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” pelo enteado durante uma conversa sobre articulações políticas do Partido Liberal (PL), episódio que ampliou as tensões internas na legenda.

Com informações de IstoÉ

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