
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou neste domingo (17) que o setor turístico pode ser beneficiado caso seja aprovado o fim da escala 6×1 no Brasil. Segundo ele, a redução da jornada de trabalho poderá ampliar o tempo de descanso e lazer dos trabalhadores, incentivando o turismo nacional.
A declaração foi dada após a participação do ministro na Corrida da Câmara.
“O turismo, que é a minha área, tem muito a crescer porque a gente pode ser um dos setores beneficiados com essa medida, tendo em vista que o trabalhador e a trabalhadora vão ter um dia a mais de descanso e lazer”, afirmou Gustavo.
A proposta discutida na Câmara dos Deputados prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.
Apesar do posicionamento favorável do ministro, entidades ligadas ao setor de turismo demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos da mudança.
A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), o Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil e a Associação Brasileira de Parques e Atrações avaliam que o fim da escala 6×1 pode aumentar custos operacionais e reduzir a competitividade do segmento.
Segundo representantes do setor privado, áreas como hotelaria, restaurantes, resorts e parques temáticos podem enfrentar dificuldades para manter operações e empregos diante da nova carga horária.
Gustavo Feliciano afirmou que os impactos reais da proposta só poderão ser avaliados após a definição completa do texto e destacou que o governo pretende dialogar com empresários para buscar soluções.
“Só quando a gente tiver realmente o projeto inteiro, a gente vai ter o tamanho do impacto. A gente vai ver o que pode ser feito e buscar soluções para que esse impacto seja menor para nosso setor”, disse o ministro.
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, defende que a proposta seja votada até o fim de maio.







