Foto: REUTERS/Lisi Niesner

A Espanha chega às quartas de final da Copa do Mundo de 2026 como a principal candidata ao título, de acordo com um modelo estatístico desenvolvido pela Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (EMA-FGV). O estudo aponta que a seleção espanhola tem 28,39% de probabilidade de conquistar o bicampeonato mundial, à frente de Argentina e França.

Segundo a projeção, a Argentina aparece como a segunda maior favorita, com 18,76% de chances de levantar a taça, seguida pela França, com 16,77%, e pela Inglaterra, que soma 14,47%. Completam a lista Suíça (4,50%), Bélgica (4,33%) e Noruega (3,73%), seleção que surpreendeu ao eliminar o Brasil nas oitavas de final.

O levantamento utiliza informações do ranking da Fifa, do histórico de partidas em Copas do Mundo e de confrontos entre seleções disputados desde 1872 para calcular as probabilidades de classificação em cada fase e de conquista do torneio.

Pelas simulações da FGV, a final mais provável será entre Espanha e Argentina, com favoritismo para os espanhóis. Antes disso, o modelo indica que os argentinos têm 66,32% de chances de superar a Suíça nas quartas de final. Em uma possível semifinal diante da Inglaterra, a equipe sul-americana teria 54,28% de probabilidade de avançar à decisão.

Na outra chave, a Inglaterra é apontada como favorita diante da Noruega, com 65,33% de chances de classificação.

A Espanha inicia nesta sexta-feira (10) a missão de confirmar as projeções ao enfrentar a Bélgica pelas quartas de final. De acordo com o estudo, a equipe comandada por Luis de la Fuente possui 72,27% de probabilidade de avançar, enquanto os belgas aparecem com 27,73%.

Caso confirme a vaga, a seleção espanhola poderá enfrentar a França na semifinal. Nesse cenário, o modelo estatístico mantém a Espanha como favorita, atribuindo à equipe 57,25% de chances de alcançar a decisão.

Na véspera da partida, o técnico Luis de la Fuente classificou a Bélgica como o adversário mais difícil enfrentado pela Espanha até o momento na competição e destacou a experiência do elenco rival. O treinador também elogiou a evolução do atacante Lamine Yamal, de 18 anos, apontando o jogador do Barcelona como uma das principais armas da equipe na reta decisiva do Mundial.

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