
O Ministério do Petróleo do Iraque informou nesta sexta-feira (27) que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) iniciou o processo de restauração gradual das cotas de produção do país vigentes antes do conflito com o Irã.
Segundo o governo iraquiano, a decisão permitirá ampliar a capacidade de produção nacional e contribuir para a recuperação do setor petrolífero, fortemente afetado pelos impactos da guerra e pelas restrições impostas ao transporte de petróleo através do Estreito de Ormuz.
Em comunicado divulgado pela agência estatal de notícias, o ministério destacou que o Iraque defende uma revisão periódica das cotas da Opep para refletir as condições específicas de cada país-membro, levando em consideração fatores econômicos e de segurança.
O governo também negou rumores de que estaria avaliando deixar a organização.
Segundo a nota oficial, o primeiro-ministro Ali Faleh al-Zaidi não discutiu qualquer possibilidade de retirada do Iraque da Opep.
Especulações sobre saída da Opep
Na quinta-feira (26), fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que Bagdá estudava abandonar a organização caso não obtivesse autorização para elevar significativamente sua produção de petróleo.
A possibilidade gerou preocupação no mercado internacional, já que o Iraque é o segundo maior produtor da Opep, atrás apenas da Arábia Saudita, além de integrar o grupo desde sua fundação.
Uma eventual saída representaria mais um desafio para a organização, que recentemente perdeu outro importante membro após a retirada dos Emirados Árabes Unidos.
Posteriormente, o Ministério do Petróleo voltou a negar oficialmente qualquer intenção de deixar a entidade, classificando as informações divulgadas como incompatíveis com a posição do governo.
Produção segue abaixo da capacidade
Apesar da retomada gradual das cotas, a produção iraquiana continua abaixo do limite autorizado.
A cota prevista para o mês de julho é de 4,378 milhões de barris de petróleo por dia, mas o volume efetivamente produzido permanece reduzido devido às dificuldades para exportação provocadas pela instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
Como a economia iraquiana depende majoritariamente da receita obtida com a exportação de petróleo, a interrupção das operações na região teve forte impacto sobre as finanças do país.







